16.11.10

O tempo e a falta dele

Por Nuno Crato

MAIS uma vez, ao ir levar um amigo estrangeiro ao comboio, esqueci-me de escolher a velha estação de Santa Apolónia e fui levá-lo à Gare Oriente. Má escolha! Não tive outro remédio se não sair do carro e acompanhá-lo — ele jamais descobriria a tempo onde são as bilheteiras. Comprámos a passagem e levei-o à escada para a plataforma. O meu amigo olhava em volta, confuso, e perguntou-me: «Quanto tempo falta?»
Reparei então que não havia nenhum relógio à vista e amaldiçoei de novo a escolha. Em Santa Apolónia não haveria dúvida: o relógio está à vista de todos, no local onde todos o procuram, no centro, bem no topo, comandando tudo. Assim deveria ser. (...)

Texto integral [aqui]

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1 Comments:

Blogger brites said...

Apetece-me insultá-lo!

Se o seu amigo não tem relógio,compre um e ofereça-lho no Natal!Está à porta...

Regresse ao país a sério que largou para nos vir aturar...e tb. aborrecer...

18 de novembro de 2010 às 10:05  

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