30.11.09

Passatempo-relâmpago de 30 Nov 09

O PASSATEMPO-relâmpago de ontem foi motivado por uma decisão salomónica em termos de estacionamento (*). Ora, e já que falamos de el-rei Salomão, aqui fica uma pergunta, cuja resposta dará direito a um exemplar de O Rapaz Perdido, de Thomas Wolfe:
«Quando se narra a famosa história do menino disputado por duas mulheres, raramente se refere o outro rapazinho - que, por sinal, veio a estar na origem do conflito dirimido pelo rei. Quem era ele?, ou Qual o papel que desempenhou?
»

Actualização (16h): o passatempo terminou com a resposta de 'Demóstenes', que vai receber o prémio. Para conhecer detalhes da história (nomeadamente o que provocou a morte do outro rapazinho), ver [aqui].

(*) No seguimento de protestos que se prolongaram durante anos, alguém colocou, recentemente, uns quantos pilaretes numa determinada zona de Lisboa martirizada pelo estacionamento selvagem - mas, sabiamente, teve o cuidado de deixar desimpedido o espaço por onde os carros acedem a ela! O resultado de tão inteligente decisão pode ser apreciado [aqui].

Ser lixo

Por Joaquim Letria

NO OUTRO DIA, ouvi alguém quase pedir desculpa por escrever numa revista do coração, e dizer que tem vergonha de lá trabalhar. Fico espantado com alguém jovem que, nos dias de hoje, diz que tem trabalho e, ao falar dele, não deixa pedra sobre pedra.

Nunca senti vergonha de nenhum sítio onde trabalhasse. Ou pensava que “ali não trabalho porque não colaboro com o inimigo”, ou porque “se ali trabalhasse, teria vergonha”, ou, então, trabalharia no limite porque era possível fazê-lo, sem constituir uma desonra para mim e para os meus. Ou fazia alguma coisa de novo. Agora desonrarmo-nos e ficarmos a gritar que fomos violados, tenham paciência, mas é muito pior. É muito feio!

Por vezes, na Imprensa, chega-se à calúnia e à injúria. É verdade. Tudo porque a sociedade exige a morbidez e adora a mentira. São estas duas que, duma maneira geral, originam as interpretações, dão azo às especulações, motivam os desmentidos, causam o dano, e infligem a humilhação.

O jornalismo lixo só existe porque uma boa parte da sociedade é educada para ser lixo. O telelixo produz-se porque a audiência o paga. As revistas do coração criam o seu lixo. É de lamentar haver este jornalismo. Certo. Mas é ainda mais de lamentar haver este interesse por este jornalismo, esta avidez por estes temas.

«24 horas» de 30 de Novembro de 2009

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Candidatura incompleta

Por A. M. Galopim de Carvalho

ESTIVERAM ENTRE NÓS, de 9 a 15 de Novembro, dois avaliadores da União Internacional para a Conservação da Natureza (organização consultiva da UNESCO em matéria de património natural), especialistas em património paleontológico, com a missão oficial de visitar as jazidas nacionais com pegadas de dinossáurios que integram a candidatura “Icnitos de Dinossáurios da Península Ibérica”, apresentada conjuntamente por Portugal e Espanha com vista à sua inclusão na Lista de Património Mundial.

Esta candidatura integra onze jazidas, três em Portugal e oito em Espanha, escolhidas em função da sua importância e representatividade a fim de potenciar a relevância das muitas jazidas existentes na Península Ibérica. (...)

Texto integral [aqui]

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29.11.09

As boas consciências - Passatempo-relâmpago

28 Nov 09
ESTE DESAFIO tem duas fases, mas o prémio (um exemplar do livro «As Boas Consciências») só será atribuído na segunda. Lá vai, então:
1ª fase: em termos puramente 'rodoviários', qual a diferença entre o que se vê nesta foto e o que se pode apreciar nas equivalentes, afixadas no blogue «O Carmo e a Trindade» - [aqui]?
2ª fase: porque é que se escolheu, para prémio deste passatempo, um livro com o título referido?
Actualização-1 (29 Nov 09/21h00m): o passatempo terminou. Ver a solução [aqui].

Actualização-2 (30 Nov 09 / 19h58m): vale a pena meditar no comentário do leitor José Reys. Dado o seu interesse, o assunto foi colocado à discussão no blogue «O Carmo e a Trindade» - [aqui] - ilustrado com uma vintena de novas fotografias, tiradas na mesma zona, e que já se podem ver [aqui].

As reformas difíceis

Por António Barreto

EM PORTUGAL e no mundo ocidental, há duas décadas, a palavra reforma transformou-se no santo-e-senha da política contemporânea. Para os governos, que as querem fazer ou fizeram; para as oposições, que denunciam os governos por as não fazer; para a sociedade civil que ora as deseja com entusiasmo, ora as receia e contraria com veemência; para as instituições internacionais, mais ou menos tecnocráticas, que as consideram sempre essenciais.

As reformas de que se fala, em todos os domínios da vida colectiva e pública, são as mais vastas e profundas que se possam imaginar: direitos dos cidadãos, educação, saúde, trabalho, segurança social, transportes, comunicações, regulação das actividades económicas, tudo necessitava de reformas a fim de permitir a mudança e o desenvolvimento. (...)

Texto integral [aqui]

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Inquério do JN-online
Um resultado que dá que pensar...

Os nossos juízes são um espectáculo!

Por Joaquim Letria

OS ESPIÕES internacionais que vêm a Portugal observar os jogos de futebol dos diferentes escalões para aconselharem jogadores e técnicos ou venderem artistas deste fabuloso espectáculo estão a ficar fascinados com as arbitragens e começam a organizar-se no sentido de proporem à FIFA e UEFA uma competição só para árbitros e bandeirinhas, sujeitos a pontuação, classificação e campeonatos de juízes. (...)

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28.11.09

20 anos da Rua Sésamo

Por Carlos Pinto Coelho

QUEM não se lembra da RUA SÉSAMO? Foi a série da televisão que acompanhou duas gerações, em Portugal e nos países africanos lusófonos. Foi a série mais longa, mais cara e mais querida jamais feita em Portugal.

No domingo, 29 Nov 09, às 18h30m, a RTP Memória emite uma "Operação Especial" com alguns dos principais responsáveis e protagonistas dessa inesquecível produção. As pessoas e - claro! - o Pôpas, o Ferrão e os outros bonecos que toda a gente ainda recorda.

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TERMINOU às 20h de ontem o passatempo «Acontece...» cujo pretexto era a imagem que aqui se vê.
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A decisão do júri já está anunciada em "actualização".

O país mais feio da Europa

Por Maria Filomena Mónica

EM 1989, H. M. Enzenberger, um sociólogo que respeito, veio a Portugal. Eis o que deixou escrito: «As casas mais feias do mundo podem hoje ser encontradas no Minho (…). Surgiu aqui uma arquitectura espontânea, a qual, através da imitação dos outros e depois de si própria se foi desenvolvendo em espiral, num pesadelo delirante que ultrapassou os próprios modelos originais. (…) Os emigrantes vingaram-se, de uma forma terrível, do país que não havia conseguido alimentá-los». Se exceptuarmos os Açores, isto é verdade.

Este ano fui passar uns dias ao Algarve e ao Douro. Muito do que vi confirma as suas palavras. (...)

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Pode o Estado pôr vidas em perigo para salvar o país?

Por Manuel João Ramos

HOJE, duas viaturas oficiais, em óbvia velocidade excessiva - mesmo para viaturas oficiais que atravessam cidades em excesso de velocidade - envolveram-se numa grave e aparatosa colisão com outras viaturas em plena Avenida da Liberdade, no coração de Lisboa.
Estes são, tanto quanto podemos apurar, os factos.

Há anos que, motivada por semelhantes ocorrências, a ACA-M pede ao governo a instalação de tacógrafos nas viaturas oficiais do Estado. E há anos que pedimos ao Ministério da Administração Interna que nos esclareça o âmbito e os limites do conceito de "marcha urgente de interesse público". (...)

Texto integral [aqui]

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O 25 de Novembro - versão do Otelo

Por Antunes Ferreira

NA QUARTA-FEIRA foi mais um aniversário do 25 de Novembro. Que vivi «por dentro» como jornalista do Jornal Novo. Fui a muito sítio, desde a calçada da Ajuda até ao meu antigo quartel de aspirante a oficial miliciano, o Regimento de Infantaria 1, na Amadora, que então, passados uns bons anos, já se tornara na Regimento de Comandos.

Até estive nele, pois o Sargento Correia, que já era do meu tempo, Janeiro de 1964, estava à porta de armas e quando me viu abriu-a e disse-me para entrar pois eu continuava a ser da casa. O bom homem – era-o, garanto-vos – pensava que eu me ia juntar às forças do Jaime Neves, como o haviam feito, desde a manhã, outros cidadãos. (...)

Texto integral [aqui]

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27.11.09

Coisas da crise...

Os anos do cinema

Por Joaquim Letria

AQUI HÁ TEMPOS, José Vieira Mendes escrevia que faltam no parque cinematográfico português pequenos cinemas que “divulguem obras inovadoras, contemporâneas e de repertório, com uma programação de arte e ensaio, assente na qualidade, na diversidade e na independência”. Dizia ele que “com a facilidade que existe de ver cinema em casa e a dispersão do entretenimento doméstico, caberia a essas salas alternativas ajudar o espectador a tornar-se um cinéfilo exigente com sentido crítico”. Não posso estar mais de acordo.

José Vieira Mendes não tem idade para recordar, mas digo-lhe eu que só a rede de cinemas de bairro que havia em Lisboa, com os seus dois filmes e bilhetes baratos, dava uma ímpar cultura cinematográfica, mostrando filmes espanhóis, mexicanos, italianos, franceses, indianos, alemães, britânicos e americanos, base para os ciclos eruditos dos cineclubes e para as superproduções do Império, Monumental, São Jorge ou Tivoli. Não me cinjo ao Chiado Terrace, Paris, Europa, Lys, Jardim Cinema e outras glórias das salas de “réprise”. Falo dos “piolhos” de bairro, como o Campolide, o Imperial e tantos outros. Dezenas de filmes alternativos projectados diariamente. "Westerns”, drama, acção, guerra, amor, políticos, sociais, comédias, musicais, etc.. Obras boas, más, péssimas e assim-assim. Tudo à disposição. Que saudades!
«24 horas» de 27 de Novembro de 2009

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26.11.09

Luz - Algarve

Fotografias de António Barreto- APPh

Clicar na imagem, para a ampliar
Numa esquina da rua, alguns homens esperam, conversam, passam. Na parede, um resto de cartaz festejando a aliança do Povo com o MFA. (1975).

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Uma barrela

Por Joaquim Letria

O II SÍNODO DOS BISPOS dedicado a África exortou os líderes do continente a “arrepender-se ou a demitir-se, deixando de escandalizar o povo e denegrir a Igreja” e convidando os corruptos a deixarem de o ser.

A mensagem aprovada no Vaticano, ao fim de três semanas de reunião, não especifica os católicos "que infelizmente não têm agido correctamente”, mas a Imprensa internacional considera que Mugabe e José Eduardo dos Santos se encontram entre os referidos pela hierarquia da Igreja, em consequência do juízo da comunidade internacional.

“África é rica em recursos humanos e naturais, mas grande parte do povo continua a arrastar-se no meio da miséria, de guerras e conflitos, de crises e desordens, raramente consequência de desastres naturais, mas devidas a decisões e acções humanas, levadas a cabo por pessoas que não se interessam pelo bem comum, muitas vezes numa trágica e criminosa cumplicidade de dirigentes locais com dirigentes estrangeiros” disseram os bispos que pediram que “políticos santos limpem o continente da corrupção, trabalhem para o bem do povo e galvanizem outros homens e mulheres de boa vontade que estão fora da Igreja, a fim de que todos dêem as mãos na luta comum contra os males”.

Pois é. Os bispos dizem que África precisa duma barrela. A gente sabe… o povo merece… Façam favor!
«24 horas» de 26 de Novembro de 2009

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JÁ AQUI foram referidos vários exemplos que mostram que, no «DN», certos nomes de pessoas (como Cavaco Silva) são frequentemente escritos com letra minúscula. Será porque, como sucede com José Penedos, há substantivos homónimos?

«Dito & Feito»

Por José António Lima

O QUINHÃO DE AUTORIDADE perdida e de credibilidade desgastada que José Sócrates parecia ter recuperado com a vitória minoritária nas legislativas de 27 de Setembro esfumou-se em pouco mais de um mês com os danos colaterais com que foi atingido pelo processo ‘Face Oculta’.
(...)
O problema de Sócrates é, sobretudo, a rede de corrupção e tráfico de influências desvendada pela ‘Face Oculta’ envolver um círculo de personagens e fidelidades, de Armando Vara a Paiva Nunes, que lhe é muito próximo. É mais uma mancha, a juntar a outras de processos com ele relacionados e sempre mal explicados, na abalada imagem do primeiro-ministro. (...)

Texto integral [aqui]

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Monumento ao cardeal Cerejeira

Por C. Barroco Esperança

A PRETEXTO DA CELEBRAÇÃO do 50.º aniversário do monumento ao Cristo-Rei, cujo gosto não discuto, foi inaugurado no pretérito domingo um monumento ao cardeal Cerejeira. Se Almada não se regozijou especialmente com o primeiro, há boas razões para crer que não é grande o júbilo com o segundo – tributo prestado ao prelado que foi um expoente do reaccionarismo nacional e amigo do peito do ditador Salazar.

Não discuto a estética dos monumentos mas não devo deixar passar sem reparo a ética do preito ao cardeal cuja cumplicidade com a ditadura e o ditador só teve de positivo o estímulo ao abandono da religião e ao desprezo do clero. (...)
Texto integral [aqui]

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25.11.09

Mais que todos

Por Joaquim Letria

O CARDEAL, os bispos católicos todos juntos, mais os pastores e os evangelistas das outras igrejas cristãs, com a ajuda dos rabis judaicos, não fizeram metade do que fez José Saramago, sózinho, para levar os portugueses a lerem a Bíblia.

A questão mais importante da dialéctica entre a fé e a razão, despojada de retórica e com alguma graça, é aquilo que mais se encontra e nos pode surpreender neste livro mordaz, com um deus possível descrito por um escritor ateu, como o nosso Prémio Nobel. Mas partindo-se do princípio de que leram “Caim”, os críticos de Saramago não colocam a menor pergunta de ética ou de fé, preferindo dissertar acerca das coisas que Caim pronuncia sobre o Deus do Velho Testamento e deixando-nos a suspeita que nem abriram o livro. Os temas bíblicos são recorrentes na obra de Saramago, manifestando o escritor uma cíclica preocupação com o divino.

Pode ser que me engane, mas duvido que os católicos que eu conheço saibam a Bíblia melhor do que Saramago, a começar por aqueles que sobre ele e o seu livro “Caim” mandam vir, como se fossem devotos de eleição, portugueses de gema e intelectuais do maior gabarito. A começar por aquele ridículo deputado que recomendou a Saramago que abandonasse a nacionalidade. Que Deus lhe perdoe!

«24 horas» de 25 de Novembro de 2009

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Quem disse que a justiça é lenta?!

Numa "loja chinesa", em Lagos

Catarse

Por João Paulo Guerra

ESTE PS
que, como toda a gente muito bem sabe, nasceu da decapitação do PS anterior, anda agora a queixar-se insistentemente que lhe querem cortar a cabeça.
E a "cabala", expressão falsamente atribuída ao líder do PS de 2003, renasce agora com todas as letras no discurso oficial socialista. Mas vejamos as diferenças, porque as há.

Em 2003, o nome do líder do PS foi "plantado" num processo judicial ignominioso. Embora a justiça não tenha encontrado o mínimo fundamento para a acusação, o então líder do PS veio a cair com a preciosa colaboração de sinistras omissões e cumplicidades dentro do seu próprio partido. (...)
Texto integral [aqui]

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Hoje é um dia muito especial em Lisboa.
Ver [aqui] porquê

Compaixão pela dr.ª Manuela

Por Baptista-Bastos

A FALTA DE COINCIDÊNCIA entre moral e política pertence ao breviário dos conhecimentos gerais. Porém, poucas vezes se assistiu a esta desgraça em que vivemos, e na qual o absurdo chegou ao ponto da alucinação. A partir deste momento parece que tudo é permitido. De há tempos a esta parte assistimos à lenta incineração da dr.ª Manuela Ferreira Leite, provocada pelos seus "companheiros." Querem correr com ela, porque já não faz falta, depois de a terem quase divinizado. As "distritais" do Porto, de Lisboa e de Faro não se calam na promoção das "directas"; e se este alarido não está, de forma alguma, associado à lucidez política, possui a marca indefectível de uma amarga indecência. (...)
Texto integral [aqui]

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24.11.09

Perto do desejável

Por Joaquim Letria

CÁ SE FAZEM, cá se pagam. Devia ser assim, mas ainda não é. Mas já se vê figurões a pagarem pelo que fizeram, embora os W. Bush, os Blair, os Rumsfeld, e outros de menor coturno, ainda estão em dívida pelos crimes de guerra e delitos económicos que cometeram.

Um gigantesco Nuremberga devia ser dedicado aos modernos criminosos políticos e militares pelo sofrimento que causaram e pela corrupção que espalharam. Entretanto, vemos alguns sinais que nos aproximam do desejável. O exemplo de Fujimori, o antigo presidente do Peru, hoje com 71 anos de idade, é um deles.

Fujimori foi condenado a pagar 9 milhões de dólares às vítimas e ao Estado e a cumprir 25 anos de cadeia, por ter sido considerado culpado de pagar a deputados da oposição para garantir uma maioria, pagar aos media para ter uma cobertura favorável e por ter atentado contra liberdades fundamentais, ao fazer escutas telefónicas a políticos, jornalistas e homens de negócios.

Fujimori foi ainda considerado culpado pela prisão de civis e pela organização de “esquadrões da morte” contra os guerrilheiros do “Sendero Luminoso”, no modelo que os americanos organizaram no Iraque. Alvo de quatro julgamentos, o mais longo dos quais durou 16 meses, o antigo presidente do Peru é dos raros exemplos de alguém que paga pelos crimes que cometeu e pelo sofrimento que causou. Já não falta tudo…
«24 horas» de 24 de Novembro de 2009

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«Tudo à venda» - Passatempo «Acontece...»

Por Carlos Pinto Coelho

Que melhor legenda para esta fotografia?
Há prémios em livros para as melhores propostas que nos chegarem até às 20h de sexta-feira, dia 27 Nov 09.
NOTA (CMR): Esta fotografia, como todas as outras aqui afixadas com o título genérico «Acontece..», é da autoria de CPC.
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Actualização (28 Nov 09 / 13h29m): o júri decidiu atribuir o 1.º prémio a Alice N e o 2.º a Serafim Coito. Têm agora 24h para contactarem premiosdepassatempos@iol.pt, indicando morada e qual o livro que preferem da lista que podem consultar [aqui].

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Cientistas jovens

Por Nuno Crato

CHAMA-SE Mónica Bettencourt Dias e tem um currículo invejável. Muitos catedráticos portugueses gostariam de ter uma biografia científica igualmente ilustre. A Organização Europeia da Biologia Molecular, EMBO, distinguiu-a há pouco, considerando-a um dos mais promissores jovens cientistas europeus. Regressou a Portugal depois de ter iniciado com sucesso uma carreira científica em Inglaterra e chefia um grupo de investigação. Apesar de tudo isto, está ainda a viver com base em bolsas, sem lugar definitivo numa universidade ou instituto de investigação.

É uma história notável, mas há histórias semelhantes no Portugal recente. (...)
Texto integral [aqui]

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23.11.09

Título de notícia do jornal Destak de hoje
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Comentário: toda a gente sabe que tempo é dinheiro - mas que 1 ano valha só €1...!

O fado a seguir ao tango

Por Joaquim Letria

VAMOS COMEÇAR O ANO que se avizinha com a intensificação da luta diplomática pelo reconhecimento universal do Fado. Queremos que o Fado emparceire com o Tango e o Flamengo e, por certo, o embaixador português junto da UNESCO, Manuel Maria Carrilho, vai deixar a nossa canção no escaparate cultural das Nações Unidas.

O que veio dar novo impulso a este desígnio nacional foi o facto de o Tango ter sido declarado Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO, premiando a pretensão conjunta da Argentina e Uruguai para esta música do Rio da Prata.

A UNESCO tem vindo a proteger o património imaterial que corresponde a práticas e conhecimentos característicos de certas culturas e que se exprimem como rituais, artes do espectáculo e festas tradicionais.

O objectivo destas classificações é proteger ou preservar práticas que possam estar ameaçadas pelo desaparecimento ou degradação. Não é esse o caso do Fado, actualmente numa onda de ressurgimento graças a um movimento espontâneo entre a juventude que se entrega ao seu canto. O tango, que nasceu em Buenos Aires e Montevideu, é hoje universal. Oxalá também o fado possa ser beneficiário desta iniciativa diplomática.
«24 horas» de 23 de Novembro de 2009

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Duas bolas de Berlim

Por João Duque

JÁ HÁ MUITO que Dª Zezinha jurava a si mesma que tinha de mudar de vida. Mas as bolas eram de mais. Cada vez que entrava na pastelaria não resistia ao sorriso, em recheio amarelo, daquelas bolas de Berlim. E como "um minuto na boca, nas ancas toda a vida", a balança ia paulatinamente esticando a mola aferidora.

Um dia foi o fim. "Ó gorda! Vai mas é para dentro de água, ó baleia!", gritaram-lhe uns miúdos de dentro do carro eléctrico enquanto ela, afogueada e a rebentar o botão das calças justas a pedirem mais tecido, corria e perdia o trem. A partir de amanhã mudo de vida!

E mudou!

Com esta crise de origem financeira dissemos uníssono: Nunca mais! Logo, o mundo mudou! (...)

Texto integral [aqui]

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Caldo de farinha

Por A. M. Galopim de Carvalho

CALDO DE FARINHA, assim se chamava uma beberragem que se tomava quente e em substituição do leite, ao fim do serão, antes do deitar, ou pela manhã, a acompanhar torradas com toucinho cozido sobrado do jantar da véspera.
Leite nem sempre havia e quem o trazia era o tio Afonso que, ao fim da tarde, de porta em porta, o ia vendendo aos litros, meios litros e metades de meio litro, consoante o número de filhos e as posses de cada um. A higiene em todo o processo, desde o produtor à distribuição ambulante, era a possível nesse tempo e, daí, a necessidade de ferver o leite. Havia, mesmo, uma espécie de grande púcaro de esmalte, chamado fervedor, para levar o leite ao lume e deixá-lo, aí, levantar fervura.

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22.11.09

FOI ACTUALIZADO o blogue Arroz Doce com a crónica «Faca na Liga» de 22 Nov 09.

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O que vale a pena

Por Alice Vieira

NÃO SOU DAQUELES que andam sempre a rir — até porque, como diz o Millor Fernandes, quem anda sempre a rir ou é tolo ou tem a dentadura mal ajustada.

Mas também me aborrecem muito os que passam a vida a chorar, a queixar-se, a lastimar-se, os que vêem sempre o copo meio vazio, e têm um discurso onde repetem, à exaustão, “só neste país é que…”

Pelo que dizem jornais e televisões, parece que realmente nestes últimos tempos não temos tido motivo para grandes alegrias…

Mas se calhar os jornais e as televisões não dizem tudo. (...)

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Humor Antigo - Ano de 1939

A grande esperança

Por António Barreto

TODOS, DESDE HÁ PELO MENOS três séculos, esperaram sempre muito, quase tudo, da educação. Dos iluministas aos positivistas, dos cristãos aos ateus, dos fascistas aos democratas, dos conservadores aos marxistas, todos consideraram, em seu tempo e para sempre, que a escola e a educação (ou instrução) trariam as virtudes necessárias ao cumprimento das suas ambições e dos seus propósitos para as sociedades.
Desejou-se tudo da escola. Julgou-se que a razão nasceria naqueles bancos. Pensou-se que o espírito cívico seria aprendido nas salas de aula. Não se duvidou de que o professor iria formar novos homens. Teve-se a certeza que uma escola ajudaria os cidadãos a respeitar a lei e a ordem. Acreditou-se em que uma boa educação elevaria o nível cultural das populações e seria fonte de desenvolvimento. Esperou-se firmemente que a escola seria obreira da igualdade social. Todos pensaram que a escola seria o mais importante factor de mobilidade social. Houve quem julgasse, com benevolência, que a escola acabaria por subverter a ordem estabelecida. Como houve quem tivesse a certeza de que a escola ajudaria a temer a Deus e a respeitar as hierarquias. (...)

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No País da Sucata

Por Carlos Fiolhais

JORGE COELHO, presidente-executivo da Mota-Engil, a maior empresa de construção nacional, deu uma entrevista ao semanário “Sol” em 18 de Setembro passado que talvez nos ajude a entender as nebulosas relações entre negócios e política no nosso país. Quando lhe foi perguntado se achava que a empresa que dirigia era beneficiada ou prejudicada nas adjudicações, disse: “Muito do que se passa na política, por detrás de coisas que são feitas... se os portugueses soubessem ficavam com ainda menos respeito pela vida política.” Os jornalistas quiseram saber se ele se referia a todas as alas políticas, ao que ripostou: “Tudo, tudo, tudo”. Interrogado quando é que tudo isso se ia saber, a resposta foi curta: “Nunca”.

Ele, que antes de ser empresário foi político durante quase 30 anos (“conheci muita gente e tenho conhecimentos ao nível da banca portuguesa e internacional que são fundamentais na minha profissão”, informou noutro passo da entrevista), deve saber do que estava a falar. (...)

Texto integral [aqui]

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Espiões

Por João Paulo Guerra

O telefone não pára de tocar. Devo ter caído no ‘mailing’ de alguma central de contra-informação e a toda a hora recebo alertas angustiados sobre o caso das escutas por dentro do caso Face Oculta.
CHEGAM SEM REMETENTE e interrogam-se em aflição: "O que é que eles saberão mais?". Ou: "Haverá mais alguém escutado?". O ambiente é de romance de espionagem.

O jornal "El País", que como se sabe é propriedade de um grupo editorial de uma família ideológica e política aparentada com o "nosso" PS, escreveu sobre o caso das escutas dentro do processo Face Oculta designando-o por um "jogo de espiões". Mas quanto a jogos de espiões é francamente preferível o último romance de Robert Wilson, no cenário de corrupção transnacional entre Sevilha e Marbella, com ramificações para a Máfia russa e derivas para fundamentalistas do Magrebe.

Por cá, como diz a reportagem de "El País", o caso de corrupção subjacente a toda a embrulhada, ora, é mais um em Portugal, "el enésimo". A grande questão é que o primeiro-ministro ‘no salía bien parado' de conversas com ‘un ex político y banquero de dudosa integridad'. Mas o jornal da Prisa - grupo que, por sinal, também constará das conversas escutadas, gravadas e divulgadas - arruma a questão como mais um duelo de suspeições transformadas em "armas de arremesso". Mas de arremesso entre quem? "El País" escreve que os casos de escutas em Portugal ‘salpican a Sócrates y Cavaco'.

Estava neste ponto da escrita do texto da coluna, a reflectir sobre "salpicos", quando tocou mais uma vez o alerta de mensagens no telefone: "Já existem cópias de conversas em poder da comunicação social". Há gente mergulhada num pânico de tal ordem que ainda começa a falar sem que alguém lhe faça perguntas.

«DE» de 20 Nov 09

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21.11.09

«Plano Inclinado» - Na SIC-N

Nuno Crato, João Duque e Medina Carreira
num debate moderado por Mário Crespo

É NA SIC-N, aos sábados. Começa a seguir ao noticiário das 22h e dura até às 22h50m. Os programas anteriores podem ser vistos [aqui].

Que será?

Por João Paulo Guerra

ENCONTREI EM TEMPOS, no decurso de uma pesquisa jornalística, um manual de instruções de uma associação patronal dos anos 20 do século passado, quando os fascismos floresciam na Europa. O folheto continha recomendações da associação às empresas filiadas no sentido de disciplinar o trabalho e domesticar os trabalhadores. De todas as cláusulas do opúsculo a que a minha memória reteve, por ser a mais opressiva e simultaneamente a mais caricata, recomendava que as sanitas das empresas destinadas aos operários não fossem horizontais mas inclinadas, mais elevadas atrás que à frente, de modo a proporcionar aos utentes a incomodidade bastante para que permanecessem pouco tempo na privada. (...)

Texto integral [aqui]

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Passatempo-relâmpago de 21 Nov 09

O PASSATEMPO de hoje terá, em princípio, duas fases - a primeira das quais, pela sua facilidade, não dará direito a qualquer prémio; por isso, quem venha a concorrer a essa fase poderá concorrer à seguinte.
1ª fase: «Qual o nome do senhor aqui retratado?».

2ª fase: uma vez que já foi identificado o cavalheiro da fotografia (v. comentário 1, de Marco M.), afixou-se a imagem completa (em que o nome de Eça aparece a legendar uma imagem de Ramalho). A questão pode agora colocar-se assim: «Em que obra é que 'isto' aparece?». NOTA: dado que o erro - de tão grosseiro - é quase um "caso de polícia", o prémio será um livro policial.
Actualização (19h58m) : a resposta certa já foi dada, como se pode ver [aqui]. Demóstenes tem agora 24h para escrever para premiosdepassatempos@iol.pt indicando morada para envio do livro.

O São Queirós

Por Antunes Ferreira

QUAL CRISE? Depois da «jornada miraculosa e gloriosa de Zenica» - estou a citar um título a toda a largura da página de um jornal desportivo, para que conste – quem se atreve a falar do BNP? Do Manuel Godinho? Das escutas telefónicas? Das universidades privadas? Dos terrenos do Júlio de Matos? Do padre Frederico? Da Casa Pia? De milhentos casos mais na mesma linha da Justiça a passo de tartaruga? Vamos à África do Sul. Hossana nas alturas!

Vamos a factos. Desde que o prof. Carlos Queiroz assumiu a selecção nacional de futebol, por este País fora (e até pela diáspora lusitana), os comentários negativo dirigidos ao homem não foram muitos; foram muitíssimos. Escrevo mesmo o pleonasmo: muitérrimos.(...)

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Humor Antigo - Ano de 1939

20.11.09

A Mulher Que Sabia Demais

Por Maria Filomena Mónica

SIM, É ELA A EVA; ou antes, todas nós, as mulheres. No Génesis, 3, está lá tudo, a serpente, o paraíso, o saber, o homem, a mulher, o suor do rosto e … as dores do parto. Desde que, teria sete anos, dei uma trincada na maçã, imaginando que o fruto me esclareceria a inteligência, e que, em 1963, ousei ter aulas de «parto sem dor», tentando fugir aos desígnios de Jeová, a sua ira abateu-se sobre mim, sob a forma de enxaquecas infantis, passando, na adolescência, pela anemia, seguindo-se as depressões pós-parto, a perimenopausa, a menopausa e a pós-menopausa, tudo coroado pelas clustered headaches, a versão moderna da tortura. (...)

Texto integral [aqui]

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Nosferatu na Portela

Por Manuel João Ramos

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Estaline

Por João Paulo Guerra

UM FILME DOS ANOS 50 do século passado, em plena guerra-fria, deixava no ar uma pergunta inquietante: “Estará Estaline vivo?”. O filme intitulava-se “A rapariga no Kremlin”. A rapariga era Zsa-Zsa Gabor, o rapaz Lex Barker, entre um Tarzan e uma ‘cowboyada’, e a fita uma xaropada. Os protagonistas procuravam nas zonas consideradas mais perigosas da Europa o homem que o mundo julgava morto. Mas que no filme, pelo menos, não estava.

E é a democracia portuguesa, essa trintona, que confirma a vitalidade de Ióssif Vissariónovich Djugashvíli, José Estaline de nome artístico. Curiosamente, não são só os partidos com alguma afinidade histórica e ideológica ao estalinismo quem mais aplica os ensinamentos de Estaline, mas também os auto-denominados “partidos democráticos”. Aqueles que, a solo, em duetos ou tripés têm conduzido a democracia portuguesa ao terreno pantanoso em que se encontra. (...)

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Reino Unido (imagem daqui)
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Portugal (imagem daqui)

Ver se há maneira

Por Joaquim Letria

NÃO SEI SE ANDA ALGUÉM do Governo a matar a cabeça para que a monstruosa dívida externa e as contas públicas arrebitem. Também não sei se, além dos funcionários do Partido Socialista e de alguns ministros, alguém ouve aquelas coisas que o primeiro-ministro se habituou a dizer acerca do crescimento, do emprego, da justiça social, da modernização e do progresso da economia. Caso o ouçam, também ignoro se o percebem. Também não sei se o levam a sério e não faço ideia se acreditam nele.

Portugal anda macambúzio, sorumbático, sem vontade de assim continuar. Mas também não sabe como sair desta miséria. É a miséria de sempre, mas agora sem esperança. Acabou o orgulho de ser português, o tempo de ser um aluno exemplar, um ciclista do pelotão da frente, todas aquelas coisas em que muitos acreditaram antes “dos gajos” darem às de vila Diogo, para não se molharem no pântano e fazerem pela vidinha.

Claro que é mais fácil arranjar um treinador para o Sporting do que um primeiro-ministro para Portugal. Mas isto também não vai lá com chicotadas psicológicas, mesmo que voltasse alguém a prometer-nos que nos tirava da “cauda da Europa” e que os putos, com o “Magalhães”, vão ensinar “novos mundos ao mundo”. Vamos comer a broa que nos atirem depois de já não haver mais sopas de Bruxelas. E ver se há maneira…

«24 horas» de 20 de Novembro de 2009

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Humor Antigo - Ano de 1939

19.11.09

Operações

Por João Paulo Guerra

NÃO SEI SE A PJ ou o Ministério Público têm alguma brigada criativa para baptizar as operações que desencadeiam. Certo é que no vastíssimo rol de acções de investigação judicial e policial chegam à opinião pública nomes de código que revelam grande criatividade. A “Face Oculta”, que visa desmascarar a influência das sucatas na administração, não parece ser um sucedâneo da operação “Império da Sucata”, que há dois anos vasculhou a contabilidade de 17 suspeitos de lesarem o Fisco através de facturas falsas. Mas, quanto a lesar o Fisco, a operação “Furacão” varre todos os sectores. (...)

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Passatempo-relâmpago de 19 Nov 09

PELO MENOS na sua terra, este cantinho é relativamente famoso pelo que lá existiu até há pouco tempo. A pergunta é: «O que é que lá existiu até há pouco tempo?»
Cada leitor poderá dar uma única resposta; se a certa tardar a surgir, a imagem será substituída por outra. O prémio será um livro da autoria de E. Stanley Gardner.

Actualização (16h23m): a resposta certa já foi dada, como se pode confirmar [aqui]. Marco M. tem 24h para escrever para premiosdepassatempos@iol.pt indicando morada para envio do prémio, o policial O Caso da Lata Vazia (ou 'esvaziada'?)

Blair entre as mulheres

Por Joaquim Letria

DIVERSOS DEPUTADOS de diferentes nacionalidades do Parlamento Europeu, capitaneados por Rui Tavares, o colunista do Bloco de Esquerda do “Público”, e entre os quais figura ainda Ana Gomes, a ex-candidata do PS à Câmara de Sintra, divulgaram uma petição para que Mary Robinson seja a escolhida para o cargo de Presidente do Conselho Europeu.

Mary Robinson foi presidente da Irlanda e alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos. A irlandesa é vista como uma figura com qualidades inquestionáveis para o cargo a que Tony Blair se bate vigorosamente. O valete do W. Bush no Afeganistão e no Iraque, ultimamente ganha a vida à pala da Palestina, como emissário dos Estados Unidos, Reino Unido, França e Rússia unidos num esforço comum para a paz no Médio Oriente.

Competirá aos líderes da União Europeia decidir quem vai ser o líder da sociedade europeia. Mas Mary Robinson não é a única candidata. Uma outra petição circula igualmente na Internet, embora aqueles que a promovem não se identifiquem. Esta segunda petição é a favor de Vaira Vike-Fraiberga, a ex-presidente da Letónia.

Em Outubro, alguns socialistas alemães e luxemburgueses lançaram a primeira campanha, a favor de Tony Blair, o ex-primeiro ministro britânico que se demitiu diante da pressão do eleitorado.

«24 horas» de 19 de Novembro de 2009

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Luz - Alfarrabista de Hay-on-Wye

Fotografias de António Barreto- APPh

Clicar na imagem, para a ampliar
ESTA ALDEIA, na fronteira de Inglaterra com o País de Gales, alberga cerca de 80 alfarrabistas. Visitam-na milhares de turistas, intelectuais, comerciantes de livros e curiosos. É um ambiente extraordinário. Pelas ruas, centenas de pessoas a comprar livros, a ler livros, a falar de livros, à procura de livros e a negociar livros... Nesta imagem, um dos alfarrabistas ao ar livre! (1995)
NOTA (CMR): esta e outras fotografias, bem assim como crónicas do mesmo autor, encontram-se afixadas no seu blogue, o Jacarandá.

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18.11.09

Escutas e Estado de direito

Por C. Barroco Esperança

PARA QUEM não é jurista e se habituou a respeitar a Justiça, mesmo quando funcionavam os Tribunais Plenários, onde juízes fascistas proferiam sentenças a mando da ditadura e exerciam o poder discricionário de fixar medidas de segurança que podiam eternizar-se, é difícil compreender o que está a passar-se nas magistraturas.

Magistrados organizados em sindicatos, cujos representantes não diferem na linguagem, agressividade e ameaças ao poder político, de outros líderes sindicais, deixam de ser a reserva moral em que os cidadãos acreditam e passam a ser suspeitos de uma vocação política escondida para a qual lhes mingua a coragem ou a capacidade. (...)

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Pergunta de Algibeira

Lisboa - esquina da Av. de Roma com a R. João Villaret
ESTA RUA é de sentido único, mas da esquerda para a direita. Além disso, toda esta zona foi fechada com pilaretes para impedir o estacionamento em cima deste passeio. Pergunta-se, pois: como é que a carrinha conseguiu chegar ali?

Actualização (22h11m): a resposta pode ser vista [aqui].

A caldeirada

Por Joaquim Letria

A QUERCUS E A UNICRE, aquela organização bancária dos cartões de crédito, assinaram um acordo quinquenal através do qual estabeleceram uma parceria, arregaçaram as mangas e deitaram-se ao trabalho, por muito pouco, ou nada, que a gente possa pensar que têm a ver uns com os outros.

A nossa surpresa ainda é maior quando dizem que 50 bancários da Unicre com alguns ambientalistas da Quercus foram limpar uma ribeira para evitar a extinção da boga do Oeste. Este peixe está praticamente extinto devido à poluição dos esgotos domésticos e as suiniculturas da região, existindo raros exemplares em dois rios do Concelho de Torres Vedras.

Entre os objectivos a prazo desta parceria figuram a redução do gasto do papel e do consumo de energia nos edifícios. Juntos, empenharam-se agora na salvaguarda de certas zonas naturais, neste caso para evitarem a extinção definitiva da boga do Oeste. A Quercus põe mesmo a hipótese de fazer outras operações de limpeza semelhantes a esta, pensando até em plantar, nas margens do rio Alcabrichel, vegetação da zona para combater a erosão.

Naturalmente que não temos nada contra esta parceria e esta actividade. Pelo contrário. Mas aproveitando o “knowhow” da Unicre, talvez os seus bancários pudessem pedir à Quercus que colaborasse com eles na apanha dos trutas que a suinicultura dos nossos políticos meteu no BPN, BPP e BCP para destruir as chaputas, as fanecas e os besugos, acabando na caldeirada que a gente bem conhece.

«24 horas» de 18 de Novembro de 2009

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Humor Antigo - Ano de 1939

A sociedade do ódio

Por Baptista-Bastos

A SOCIEDADE DOS HOMENS, tal como a conhecemos e no-la ensinaram, desmorona-se, ou, pelo menos, os seus modos de construção estão a ser seriamente abalados. Nada resiste às novas imposições de outras identidades e o sistema saído da globalização vigia e determina a totalidade da nossa existência. Há quem aprecie e defenda esta forma de redução do ser humano. Como pertenço a outra herança, combato a desapropriação social, moral e ideológica. Confesso, porém, que estou a ser derrotado. Não vencido: derrotado.

Quando Saint Just, na Convenção, proclamou que "a felicidade era possível entre os homens" e que "a liberdade era uma ideia nova na Europa", desfraldou uma bandeira sob a qual a esperança aqueceu o coração da humanidade. (...)

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17.11.09

E porque é que eles não sabem escrever?

E SE ALGUÉM ensinasse a estes jovens universitários a diferença entre «porque» e «por que»?

NOTA: ver [aqui] como a editora Bizâncio resolveu - salomonicamente... - o problema...

O berlusconimómetro

Por Helena Matos

HOUVE UM TEMPO em que Berlusconi era, em Portugal, o símbolo daquilo que um político não deve ser. Um ministro era fotografado com o Berlusconi e gerava-se um embaraço na lusa pátria. O pior que se podia dizer de alguém era que se assemelhava a Berlusconi. Todos os dias havia anedotas com o Berlusconi e não havia quem não desse como consensual que o dito Berlusconi usava uns artifícios legais para não ser julgado. Ninguém se interessava pelos crimes de que o dito Berlusconi era acusado, suspeito, envolvido, arguido ou referido. O Berlusconi era culpado à partida. Como é que filmavam, fotografavam, escutavam ou obtinham provas para acusar o Berlusconi era coisa que não interessava a ninguém. O Berlusconi era culpado e pronto. Presumo que assim se deve manter mais ou menos pelo mundo. Acontece que em Portugal agora não dá jeito falar do Berlusconi. Parece mal. Pode falar-se, mas baixinho. (...)

Texto integral [aqui]

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Da Intolerância heterofóbica

Por Manuel João Ramos

JÁ TINHA DISCUTIDO [AQUI] as consequências conceptuais profundas que a assimilação da união homossexual ao instituto do casamento podem ter.

E já me tinha confrontado com a deselegância dos comentários do agora deputado Miguel Vale de Almeida, [AQUI], [AQUI] e [AQUI].

Agora, o mesmo tornou televisivamente óbvia a sua intolerância:


É claro para qualquer mente sã que o princípio da igualdade de direitos não pode atentar contra o princípio da especificidade. O contrato de casamento é exclusivo e específico, e a união homossexual não pode ser entendida senão sob o critério da excepcionalidade.

Os defensores do chamado "casamento gay" pretendem que a excepção à regra se faça equivaler à regra, mas apenas no que respeita aos seus interesses particulares, sem consideração pelas transformações conceptuais profundas que tal confusão acarreta.

O contrato de casamento define-se, entre nós, segundo um triplo critério: distinção de sexo, exclusividade e interdição de consanguinidade. O abandono do critério da distinção de sexo, unicamente, é discriminatório e anticonstitucional, na medida em que fere o disposto no n.º2 do art.13 da Constituição:

"Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão da ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica ou condição social".

A recusa em discutir a equivalência, face ao Direito português, dos estatutos repectivos das uniões homossexuais, poligínicas e poliândricas revela uma profunda intolerância xenófoba, na medida em que desconsidera a realidade sociológica portuguesa actual, em que a poliginia e a poliandria existem, de forma encapotada, entre minorias culturais que não reclamam a sua legalização por receio de reacções segregatórias.

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Passatempo-relâmpago de 17 Nov 09

NO SEGUIMENTO do passatempo Calimero de ontem (mas, agora, aberto a todos os leitores), aqui fica a pergunta correspondente à 2ª fase: «Quais os títulos dos livros, aqui ocultados?». As respostas só serão possíveis a partir de um momento-surpresa, que ocorrerá durante a tarde de hoje. Cada leitor só poderá responder uma vez, e o prémio será um exemplar do livro 5.

Actualização (15h42m): o passatempo terminou. V. comentário das 15h40m.

Tempos interessantes

Por Joaquim Letria

HÁ UMA MALDIÇÃO CHINESA que deseja ao maldito que viva tempos interessantes. Mas os tempos interessantes não se podem medir em dias, horas ou minutos. Na verdade, não há momento em que não suceda algo interessante no nosso pobre Portugal.

Para o bem, ou para o mal, mas sem que nada seja por acaso, restando ver se os nossos queridos arquitectos do bem-estar social têm por objectivo intimidar os empresários para que deixem de sê-lo e começam a ocupar as fábricas abandonadas pelas falências, como os magnates russos. Todos seremos pobres, a trabalhar ou desempregados.

Depois das eleições, os cegos de Santa Maria passaram a cegos para sempre e os funcionários da Qimonda foram promovidos a desempregados permanentes. Governar para alcançar estes brilhantes resultados, que arrastaremos connosco durante anos, talvez em duas gerações, requer um certo esforço e arte, pois não é sem trabalho nem habilidade que se obtêm estes resultados em tempo de paz.

Destruir alegremente o tecido industrial e social português, a ponto dos estrangeiros se espantarem e persignarem, deve ser tarefa difícil, paralela à destruição sistemática do Estado de Direito. Num caso e no outro, talvez tenhamos de compreender, e fechar os olhos, para não vermos aqueles que levantam a voz contra as maldições chinesas.

«24 horas» de 17 de Novembro de 2009

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2012


.Por Nuno Crato

ONTEM, SEXTA-FEIRA 13, o filme "2012" estreou em todo o mundo; Portugal não foi excepção. É uma saga da destruição do nosso planeta, com muitos planos espectaculares. Não o vi, por isso não sei se é divertido ou se é apenas repetitivo e enfadonho. Imagino que um filme sobre o fim do mundo deva ser pândego, com muitas mortes carecas e porta-aviões a irem ao fundo. A escolha da data de estreia denota, pelo menos, algum sentido de humor.

O que não é nada divertido é que haja muita gente a levar a sério os receios de um cataclismo cósmico para esse ano de 2012. (...)

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16.11.09

Passatempo Calimero de 16 Nov 09

ESTE DESAFIO destina-se, de início, apenas aos leitores que não tenham ganho nada nos passatempos que aqui foram propostos desde 1 de Outubro p.p. No entanto, se a resposta demorar a surgir, a participação será aberta a todos (no seguimento de uma actualização ad hoc). Lá vai, então:
«Há duas palavras que aparecem em todos os títulos dos cinco livros cujas capas se vêem do lado direito. Que palavras são essas?».
O prémio (a atribuir a quem, estando nas condições indicadas, primeiro der a resposta certa) será um dos dois livros de capa azul.
Actualização (15h02m): A resposta certa ("o retrato") já foi dada. Diogo tem 24h para contactar premiosdepassatempos@iol.pt indicando qual dos livros prefere e morada para envio.

Oxalá me engane...

Por Joaquim Letria

OXALÁ ME ENGANE, mas um governo de mãos rotas, como este que vamos tendo, não tarda e está a aumentar os impostos.

Eu sei que eles disseram que nem pensar, era o que faltava, mas aposto que não tarda nada e temos aí o Sócrates a dizer que, para cuidar da nossa saúde, se vê obrigado a aumentar os impostos sobre o tabaco e a gasolina. Não fume e vá a pé, não se esqueça da bicicleta!

Por outro lado, Portas bem avisa, alertando para o novo Código Contributivo que vamos ter a partir de Janeiro e que pode ser mais uma dor de cabeça, principalmente para os comerciantes.

Os agricultores também se podem ver a subir de escalão e a pagarem mais, enquanto todos nós podemos ver agravar-se a prestação de serviços. O Governo não pode estar mais resignado nem se mostrar mais manso perante o consumo em queda e um défice que é a vergonha da União Europeia.

Se esta gente alguma vez tivesse trabalhado na vida, para comer e dar de comer, saberia quantos dias tem o mês e quanto custa pagar a horas a quem trabalha. Mas assim, vão diminuir o consumo, atrair cada vez menos investimento e aumentar, ainda mais, a economia paralela.

Podemos ficar descansados porque vamos ter mais do mesmo que até aqui. Desemprego, défice e ausência de expectativas.

«24 horas» de 16 de Novembro de 2009

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Os Meritíssimos

Por A. M. Galopim de Carvalho

O MEU PRECONCEITO face aos magistrados judiciais, talvez mais emocional do que racional, vem de longe. Nos últimos anos, a comunicação social, livre que está do lápis azul da censura, desde 1974, tem relatado casos e situações que, longe de melhorarem a imagem que, subconscientemente fui construindo em relação a estes detentores de um poder constitucionalmente estabelecido, a têm vindo, pelo contrário, a acentuar, ou até mesmo, a piorar. Esta imagem que bem ou mal interiorizei destes meritíssimos, tenho-a revisto, ultimamente, no discurso desassombrado do actual bastonário da Ordem dos Advogados. Conheço alguns juízes, dois deles do topo da hierarquia judicial, por quem tenho todo o respeito e a maior consideração. Eles representam o oposto do retrato estereotipado que muitos, como eu, têm da classe, o que, certamente, torna injusta toda e qualquer generalização. (...)

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15.11.09

Luz - Açores

Fotografias de António Barreto- APPh

Pequena capela dedicada ao Senhor Santo Espírito. A cor da pedra basáltica sempre me impressionou. (1990)
NOTA (CMR): esta e outras fotografias, bem assim como crónicas do mesmo autor, encontram-se afixadas no seu blogue, o Jacarandá.

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As nossas tristes figuras

Por Joaquim Letria

QUE TRISTEZA A FIGURA que há sempre alguém disposto a fazer, comprometendo Portugal. Agora, foi a Federação Portuguesa de Futebol que resolveu pôr em causa a honestidade de Cristiano Ronaldo, a seriedade de Florentino Perez, a correcção de Jorge Valdano e o bom nome do Real Madrid. O cavalheiro Madaíl parecia aqueles patrões que fogem ao fim de semana com as máquinas, sem pagar aos trabalhadores, mas se há um empregado que está de baixa, atiça-lhe a Inspecção Geral do Trabalho, a ver se o homem está em casa. Para mais, neste caso, ainda põem em causa o seu quadro clínico! Se não têm obrigado o Cristiano Ronaldo a jogar lesionado aqueles 17 minutos contra a Hungria, o CR9 estava hoje bom e pronto para a Bósnia. (...)
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14.11.09

Há pouco, na "finíssima" Praça de Londres

Com a gestão do estacionamento, ali na zona, entregue aos arrumadores, os carros já estacionam em fila...
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Lisboa - uma cidade caótica e de gente desenraizada
e de onde, quantas vezes!, só apetece FUGIR!

«Dito & Feito»

Por José António Lima

SOBRE AS IMPLICAÇÕES políticas, partidárias e a nível do aparelho de Estado que o caso ‘Face Oculta’ levanta, Mário Soares veio a terreiro dizer aos portugueses:
«Há uma coisa que, com a repetição sistemática, verdadeiramente me preocupa».
O quê? A existência de redes tentaculares que alastraram impunemente e corrompem desde o funcionário mais baixo a quadros intermédios e de topo das empresas com cargos de nomeação pública? O facto de figuras conhecidas do seu PS aparecerem atoladas neste lodaçal de corrupção, tráfico de influências e subornos? A amostra do ponto a que se degradou a sua tão celebrada ética republicana?

Não, o que inquieta Mário Soares são «as informações que, em momentos políticos específicos, aparecem e são glosadas com bastantes pormenores nos jornais, rádios e televisões».(...)

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Pergunta de algibeira

Neste desenho, há qualquer coisa que não está bem. O que é?
Actualização: Ver a solução [aqui]

A moderação prescreveu

Por Antunes Ferreira

FOI TEMPO EM QUE A JUSTIÇA andava de olhos vendados, numa mão segurando a balança, noutra a espada. Pelo menos, essa era a figura que a simbolizava e que mereceu de tantos criadores de Arte, as mais diversas interpretações gráficas. Sempre, porém, resumidas na trilogia: era cega, imparcial e justiceira. Ainda hoje a imagem é a mesma. Basicamente. Porque em seu redor se vêm colocando mantos. E a estátua do Eça lá está: o escritor cobre a nudez forte da verdade com o manto diáfano da fantasia. Mutatis mutandis…

Hoje, a venda ocular não resiste à venda de informações. A Senhora passa os dias a levantá-la para tentar descortinar e entender o que se passa no quotidiano. E para depois poder filtrar o que viu. Talvez até se a devesse substituir por óculos bifocais, ou, quiçá, lentes de contacto que não a desfeariam tanto. (...)

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ESTES dois recortes são de duas crónicas do «Expresso» de há um par de semanas, respectivamente de Miguel Sousa Tavares e de Henrique Raposo. Em ambas, há qualquer coisa que não está bem. O que é?

13.11.09

“Já V. Exas. deram cabo das Forças Armadas”

Por Joaquim Letria

ESTÁ NA MODA desprezar os militares. Mas para arriscar o pêlo numa missão de paz vão os militares e não os pacifistas. Tal como para salvar um pinhal ou um eucaliptal, quem arrisca a vida são os bombeiros e os militares, e não os ecologistas. Assim como para ajudar a população civil numa catástrofe trazem-se os militares e as Forças de Segurança.

Estes políticos humilham o militar e impedem a sua capacidade de progressão com mais eficácia do que a torpeza antiga de rir do amor à Pátria, do conceito de honra e do sentido de serviço e disciplina, irrecusáveis para quem veste um uniforme. Também é moda ofender quem defende valores que deixaram de ser respeitados.

Os chefes militares mostram uma cuidada educação ao transformarem em moderadas queixas aquilo que deveria ser “uma sincera exposição das circunstâncias”. Porque estas, verdadeiramente, são as dos barcos não navegarem por falta de combustível e sobressalentes, os aviões não voarem por não haver dinheiro e o armamento não servir para nada porque é obsoleto.

As circunstâncias reais e verdadeiras são também a dos militares não poderem protestar, nem manifestar-se, nem convocar greves, nem levantar a voz, nem ameaçar com represálias nem provocar desordens sociais e terem de acatar o que lhes venha de cima. Talvez um dia possam, em sentido e com cortesia, dizerem aos políticos: ”Muitos parabéns! Já V. Exas deram cabo das Forças Armadas!”

«24 horas» de 13 de Novembro de 2009

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