31.3.09

Uma verdadeira anedota com barbas

Como no blogue-arquivo «Humor Antigo» já há mais de 1100 anedotas afixadas, encontra-se sempre uma ou outra que se ajusta à realidade actual. No caso desta caricata ideia de Carlos Queiroz, pode ver-se [aqui] o que o espera...

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Passeios

Por João Paulo Guerra
Em Portugal, país de cerca de 10 milhões de umbigos, acaba de ser constituído um movimento cívico.
ACTIVIDADE rara. O movimento destina-se a protestar contra o estacionamento abusivo que interfere com direitos da maior parte da população da cidade de Lisboa, o de circular a pé em áreas que lhe são destinadas e que foram tomadas de assalto para estacionamento de automóveis. O protesto traduz-se na afixação de um autocolante nos veículos estacionados em áreas destinadas à circulação de peões.
Um jornal que dava conta da criação do movimento dizia que a acção "não reúne consenso". Na verdade, o labroste que atropela os direitos dos outros não concorda que lhe chamem a atenção para a selvajaria, menos ainda quando a chamada de atenção se reveste de uma forma que de algum modo atinge, nem que seja com a simples cola de autocolante, a extensão do "ego" que é o "popó".
Em muito poucas cidades da Europa é possível assistir às manifestações de barbárie que podem ver-se em Lisboa, e em geral em Portugal, nesta matéria. O ‘blog' do movimento em apreço (Passeio Livre) ilustra bem que a realidade vai muito para além da imaginação mais delirante. No comum das cidades civilizadas, para que os automóveis não estacionem em cima dos direitos dos peões não é necessário qualquer dispositivo ou ameaça: basta o civismo. Mas, por cá, o civismo morreu atropelado na passadeira. De maneira que "não há consenso". E resta ver que partido tomam, quando for o caso, os que deviam assegurar o direito ao passeio livre. Aposto que vão comentar que sim senhor, que os peões têm os seus direitos, mas que há outras formas de fazer respeitar a lei. Quando sob a sua tutela o que está em vigor é a lei da selva.
«DE» de 31 de Março de 2009

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Os juízes do padre Américo

Por Joaquim Letria
REPITO QUE OS NOSSOS JUÍZES são muito bonzinhos e que com as leis que têm ao seu dispor não podem fazer muito melhor. Reparem no caso do homem que fez uma espera à mulher com quem viveu 14 anos, mãe de dois filhos seus, e lhe atirou ácido à cara e a esfaqueou no pescoço.
Um juiz dum Tribunal de Instrução mandou o homem para casa, a aguardar julgamento por ofensas à integridade física e violência doméstica. Antes, o homem já dera com um ferro de engomar quente na mulher! Logo, isto é mais do mesmo…
Um frasco de ácido no bolso?! Uma faca noutro bolso?!Uma emboscada? Premeditação? Assassínio? Sob a forma tentada? Ácido na cara e facadas no pescoço? Violência doméstica! O homem tem emprego, não bebe nem é doente, proíbe-se que se aproxime da vítima, para não ter a tentação de lhe dar uns pontapés na cabeça ou outros miminhos para se reconciliarem. O padre Américo tinha razão: não há juízes maus! De todo!
«24 Horas» de 31 de Março de 2009

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Uma agulha no palheiro

Por Nuno Crato
A REVISTA “NATURE” desta semana revela uma história de sucesso: a procura e recolha de fragmentos de um meteoro caído há poucos meses no deserto do Sudão. Falámos já aqui, em 11 de Outubro passado, sobre a descoberta e queda desse meteoro, que recebeu o nome pouco atraente de 2008TC3.
A história é excepcional desde a primeira hora. Dia 6 de Outubro, às 6h 39min (TUC), um telescópio no Arizona detectou um ponto muito ténue movendo-se contra o fundo estelar. A detecção de um corpo tão pequeno e que reflectia tão pouca luz equivaleu, como depois explicaram os astrónomos, à descoberta de um homem vestido de negro, viajando pelo espaço para lá da Lua.
Verificou-se que o objecto iria atingir a Terra dentro de 20 horas. O alarme foi lançado e, 16 horas depois, às 22h 28min, nas Canárias, consegui-se medir melhor a sua luminosidade e estimar o seu tamanho. Não havia motivos para alarme; tratava-se de um pedregulho que certamente se iria desfazer em contacto com a atmosfera. (...)
Texto integral [aqui]

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30.3.09

A mãe do árbitro

Por Joaquim Letria
AS MÃES DOS ÁRBITROS devem sofrer tanto como as mães dos toureiros e dos pilotos de fórmula um. Algumas também rezam até saberem que o jogo do filho terminou sem incidentes.
Em todas as competições há árbitros lesionados, agredidos, atingidos por garrafas de água ou moedas de dois euros. Transidas, na penumbra das suas casas, as mães rezam até o telemóvel lhes dizer "Tudo bem! Não esperes por mim para jantar”.
Ultimamente, tenho assistido a jogos das camadas jovens, nos quais se pode ver que os árbitros têm a mesma ambição dos jogadores: a primeira divisão e a internacionalização.
As mães, de uns e de outros, aviam hora e meia de padres nossos e aves marias pela saúde e pelo futuro dos filhos e para que estes, no regresso a casa, não lhes morram nas estradas.
Perdoando as ofensas de quem as ofende, elas sabem que serão sempre a personagem mais atacada do Desporto-Rei, as suas vítimas inocentes!
«24 Horas» de 30 de Março de 2009

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Para alternar com os cromos «Humor Antigo»...

Dito & Feito

Por José António Lima
QUEM VIVE no pequeno mundo da comunicação social portuguesa pode dizer que não houve, ao longo dos últimos 30 anos de vida democrática, Governo como este de José Sócrates que dispensasse tantas energias a tentar condicionar jornalistas, directores e patrões dos media, que demonstrasse tão grande intolerância e irritação face a notícias incómodas e opiniões críticas. E que fizesse tudo isso de forma tão desabrida. Quer em público, pela voz dos principais responsáveis do Governo e do PS, falando de «campanhas negras» a propósito de investigações jornalísticas e judiciais ou apontando a dedo órgãos de comunicação não alinhados com o poder socialista, como a TVI ou o Público. Quer em privado, através de pressões intimidatórias e do condicionamento de empresas e instituições. (...) Só o impagável Executivo de Santana Lopes, com os seus Ruis Gomes da Silva e outras excentricidades, se aproximou do furor controleiro deste Governo. (...)
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Estranha sintaxe no «DN» de hoje...

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29.3.09

Inter e transdisciplinariedade em geologia

Por A. M. Galopim de Carvalho
TENDO COMO objectivo o conhecimento da história da Terra e da Vida, no contexto da realidade física do Universo, a Geologia é um dos ramos científicos que mais tem recorrido à interdisciplinaridade. E, ao procurar a unidade do saber na perspectiva da globalidade do real, a Geologia segue também os caminhos da transdisciplinaridade, tal como a definiu G. Berger, em 1972.
Com efeito, não é possível abarcar a complexa e longa história do planeta (cerca de 4600 milhões de anos) sem o recurso às muitas disciplinas que a integram, entre outras, Física, Química, Biologia, e, ainda, disciplinas do âmbito da Matemática, como Probabilidades e Estatística, Cálculo Vectorial, Cálculo Tensorial, etc. (...)
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A corrupção, sempre!

Por António Barreto

HÁ QUALQUER COISA no ar! Existe um mal-estar evidente. Não há dia que um novo facto, revelando comportamentos ilícitos de toda a espécie, não se acrescente a uma longa lista de casos aparentemente impunes ou não resolvidos. As leis parecem impotentes. Pensa-se que a justiça está paralisada. Julga-se que os investigadores nada descobrem. Nunca se consegue provar qualquer coisa. Os processos duram anos, até serem arquivados ou prescreverem. Quando há certezas, faltam as provas. Quando há provas, há circunstâncias atenuantes. Parece que os níveis morais da vida pública baixaram ou se dissolvem diante dos nossos olhos. Será exagero da opinião pública? Rumores urbanos em tempos de dificuldades? Sequelas de um ano eleitoral particularmente intenso? Consequências da crise financeira que revelou habilidades consideradas normais em ciclo de êxito dos negócios? Voracidade dos jornalistas em renhida competição? Campanhas de partidos, de agências de comunicação e de associações de interesses? Ou, simplesmente, a verdade? Que se passa realmente? De tudo um pouco. (...)

Texto integral [aqui]

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FOI ACTUALIZADO o blogue Humor Antigo (Até 1948-34).

Um dia para gente afável

Por Nuno Brederode Santos
ESCREVO NUM HOJE que será o ontem dos incautos que me lerem. Um hoje negregado pelo que já trouxe e inquietante por aquilo que trará. Não sei se ao mundo, ao país, à cidade ou à minha rua. Basta-me saber que a mim.
Subi à vertical com a luz do sol. Também ela vinha em amarelo, mas esmaecido pelas pequenas hesitações do dealbar. Entreguei-me às abluções da doutrina e foi tudo quanto fiz para aguçar as capacidades mentais que já vão rombas. Nem o café redentor tomara ainda, quando saí para pôr marcos mentais no latifúndio lisboeta que guardo nas traseiras (os tais imponentes sessenta e sete metros quadrados que mais tonificam estes meus pulmões cansados do que qualquer catálogo turístico sobre a Amazónia). Mas poucos segundos de exposição ao libérrimo esplendor da natureza bastaram para reparar que vinha luz a mais do topo sudeste e logo compreender que me tinham arrancado e surripiado as glicínias (uns seres encantadores de pacífica modéstia que ali faziam uma pequena zona de sombra, no azul-lilás que o olhar aguado de Herr Fritzl acaba de tornar mal afamado). (...)
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Perguntas de algibeira

Quantas folhas de papel "A4 de 80 gramas" é necessário juntar para perfazer 80 g? E de papel "A4 de 60 gramas" para 60 g?
Uma outra variante da questão: as cartas de 'correio normal' até 20 g são franquiadas com um selo de €0,31. Então, e para este caso, qual o número máximo de folhas "A4/80g" que se podem meter num envelope, tendo em conta que, aquando da pesagem, o peso deste também vai contar?

28.3.09

A excelência do Jardim de Infância

Por Manuel João Ramos

Mas há quem ainda duvide do fim da universidade?

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Depois logo se vê

Por Alice Vieira
VIVEMOS NO PAÍS do logo-se-vê. Do pode-ser-que. Do em-princípio. Do se-tudo-correr-bem.
A dificuldade que temos em tomar decisões já quase se tornou característica nacional. É qualquer coisa que deve estar nos genes.
Diante de qualquer problema dizer “é assim, é assim, pronto, vamos a isso” - é frase que os portugueses nem sabem como se pronuncia.
E essa capacidade de ser rápido e eficaz - tipo “o que tem de se fazer que se faça depressa” - reflecte-se nas coisas (aparentemente) banais do dia a dia.
Por exemplo: já repararam na dificuldade que as pessoas têm em pôr fim a uma simples conversa telefónica?
“Adeus, adeus, beijinhos, sim, eu depois ligo, tá bem, adeus, sim, não me esqueço, sim, em princípio eu vou, beijinhos, então vá, pronto, tudo bem, adeus, adeus, beijinhos, vá, tá bem, sim..”— são capazes de ficar naquilo horas seguidas! (...)
Texto integral [aqui]

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FOI ACTUALIZADO o blogue «Arroz Doce», de Joaquim Letria, com a crónica «Confidencial», de hoje, e outras cinco publicadas em «Mais Cascais».

Crise nos fogos – e no tempo

Por Antunes Ferreira
VOLTARAM OS FOGOS – antes do habitual tempo deles. Tudo está mudado e dizem os meteorogistas que as modificações climatéricas têm muito a ver com isso. Por mim, apesar de umas quantas, poucas, dúvidas, acho que têm razão. Num contexto sazonal cada vez mais incongruente, se o que se convencionou serem as estações do ano está subvertido, os incêndios não podiam escapar. E, pelos vistos, não escapam.
Era regra – mesmo até no domínio das providências governamentais de combate às chamas – haver uma data para o flagelo motivar homens e meios. Mas, o homem põe e Deus dispõe, afirma o Povo, baseado na sábia e milenar ciência do dia-a-dia. Não acredito na actuação calamitosa de uma qualquer divindade. Se é que não sabiam – costumo dizer que fui católico, mas curei-me. Deste modo estou. (...)
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27.3.09

Clint Eastwood

Por António-Pedro Vasconcelos

HÁ DUAS ESPÉCIES de criadores: os que se destacam por uma estreia fulgurante na juventude e, depois, se apagam ou abandonam (Rimbaud, Bob Dylan, Godard), e os que fazem pacientemente a sua obra, aprendendo com a vida e com os mestres (Verlaine, Tolstoi, Billy Wilder). Os primeiros, geralmente, esgotam-se cedo, porque não conseguem manter-se à altura das suas promessas. Clint Eastwood (CE) tem a marca dos últimos.

Descoberto como ‘autor’ desde que assinou Imperdoável, CE nunca mais desiludiu, enquanto outros, os da geração do Vietname (Friedkin, Scorsese, Coppola) ficaram pelo caminho, porque, a partir de certa altura, não tinham mais nada a dizer. (...)

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Um homem de fé

Por Joaquim Letria
TONY BLAIR, o parceiro de Bush na aldrabice do Iraque, trânsfuga da igreja anglicana para a Igreja Católica, anda a dar aulas de “Fé e Globalização” na universidade americana de Yale.
“A fé religiosa e a forma como se desenvolve terão no século XXI o mesmo significado da ideologia política no Século XX”, confessa o antigo primeiro-ministro britânico.
Convidado por Obama a fazer uma oração transmitida para todos os EUA, Blair proclamou que “a fé deve ser restaurada como guia do nosso mundo e do seu futuro”, considerando que “não compreender o poder da religião é não perceber o mundo moderno.”
Blair, que conseguiu ser recebido na Casa Branca antes do seu sucessor Gordon Brown, de Ângela Merkel e de outros líderes europeus, rezou “para que ao actuarmos, façamos a obra de Deus e sigamos a Sua vontade”, ameaçando que “o século XXI ficará mais pobre de espírito se não for regido pela fé em Deus”.
Que o Senhor lhe ponha, finalmente, a virtude!
«24 Horas» de 27 de Março de 2009

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HÁ QUE 'tirar o chapéu' a António Costa que ontem, n' «A Quadratura do Círculo», se recusou a discutir o espinhoso assunto da ERC/TVI, preferindo abordar o tema do famigerado penálti contra o SCP! Além de conseguir desviar as atenções para esse magno problema (que, como se sabe, continua a afligir a pátria), obteve o apoio imediato (ia a escrever pavloviano...) do moderador e de Lobo Xavier, ficando JPP isolado... e com o labéu de elitista!

Envelhecer

Por Maria Filomena Mónica
ANTEONTEM, fiz sessenta e cinco anos, ou seja, como se diz no jargão oficial, passei a ser «uma pessoa idosa». Eu teria preferido o termo «velha», mas mesmo este me soa estranho, porque tão pouco me sinto velha no sentido em que a minha bisavó e trisavó o eram. Em Dezembro de 1991, tinha quarenta e oito anos, dei uma entrevista à revista «Marie Claire». Lendo-a hoje o que me surpreende é o optimismo. É verdade que já então descobrira não ser imortal, mas, à época, declarava que ter cinquenta anos era a melhor coisa do mundo.
A minha posição actual é mais complexa. Se há coisas boas no envelhecimento, as más ultrapassam-nas de longe. (...)
Texto integral [aqui]

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É CLARO que haverá um prémio (um livro policial da colecção Vampiro) para o primeiro leitor que der a solução correcta - que, em caso de dúvida, deverá ser a pretendida pelo criador da charada.
Actualização: a resposta dada por Luís Bonito às 15h35m está correcta.
Entretanto, informa-se que todos os prémios anteriores já foram enviados há mais de uma semana (em envelope almofadado, em correio normal e com tarifa de livro). Se alguém ainda não recebeu o que ganhou, é porque houve extravio, pelo que se agradece que escreva para sorumbatico@iol.pt dando conta desse facto e confirmando a sua morada.

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A Quadratura do Circo – Impostos indirectos

Por Pedro Barroso
EM GUERRA CHAMAM-LHE “danos colaterais”. Em gíria de conversa de café, seriam “acidentes de percurso”. Em amor, talvez fossem “escapadelas parvas”. Em saúde, o médico diria “efeitos secundários”. Se fossem na infância, seriam “palermices sem sentido”. Se ocorressem num percurso, seriam “perdas de tempo”.
Vou chamar-lhes talvez sociológica, talvez psicológica, talvez politicamente “impostos indirectos”. Ou, em comentário/ cognome prosaico e imediatista – “já não há paciência”!
São, com efeito, marcas indirectas de um viver português sem qualidade, nem civilidade e que, de algum modo, configuram uma boçalidade, um desnorte, um grotesco gritar urgente por mais cidadania, mais eficácia na coisa pública, mais elevação e mais urbanidade no viver português. E que nos fazem perguntar: que povo é este?
Há coisas inacreditáveis neste quotidiano português que nos recordam, a cada momento, que estamos num país que parou na cultura, na probidade e na honra de si mesmo, nas mais desnorteantes flutuações e oscilações no critério, na arbitrariedade de decisões, na demora instituída na justiça, na perda de sentido estético, na ausência de interpretação inteligente das disposições normativas, na confusão do essencial com o acessório, culminando, até, no mais simples, estúpido e alarve vandalismo. (...)
Texto integral [aqui]

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Convite
Hoje, 27 Mar 09, 22h
Ver mais informação [aqui]

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26.3.09

Campeões da inveja

Por Joaquim Letria
O FUTEBOL NACIONAL está a ficar reduzido à síntese da final da Taça da Liga que demonstrou à saciedade a falta de qualidade de futebolistas, treinadores e árbitros.
Para além desta tristeza, temos artistas a trabalharem fora daqui, emigrantes cuja qualidade é decisiva para não desaparecermos do mapa, o que só não acontece por eles serem dos melhores do mundo naquilo que fazem.
Mesmo assim, quando uma universidade quer doutorar “honoris causa” um seu licenciado que é testado, admirado, elogiado e considerado ao mais alto nível, em todo o mundo, há professores por avaliar, desconhecidos até nos prédios onde moram, que se insurgem, referindo a alternativa de outros cujo doutoramento nunca propuseram, pelo seu real mérito, à hierarquia académica.
Pena que a inveja e a dor de cotovelo não sejam modalidades olímpicas, nem a dor de corno cátedra de Bolonha, para esses professores ganharem qualquer coisinha…
«24 Horas» de 26 de Março de 2009

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NO SEGUIMENTO do que ontem se disse acerca do jogo-do-galo («Quem souber algumas regras simples nunca perde»), [aqui] fica um outro jogo de características semelhantes.
NOTA: se alguém quiser discutir este jogo faça-o, de preferência, [nesse] outro blogue.
Passatempo com prémio: num filme muito famoso aparece este jogo, mas com cartas de jogar. Além disso, e se não me falha a memória, as filas têm 7, 5, 3 e 1 cartas. Em conversa com alguém que lhe pergunta as regras, o jogador diz qualquer coisa como: «Posso perder, mas ganho sempre». De que filme se trata?
Cada leitor poderá dar uma única resposta, o que deverá ser feito em comentário a este post. O prémio, a atribuir ao primeiro que der a resposta certa, será um exemplar de «Quem é quem, no Cinema e no Vídeo» ou de «Lauro António Apresenta...».
Actualização: o passatempo foi ganho por Neusa.

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Luz - XLIX

Fotografias de António Barreto - APPh

Clicar na imagem para a ampliar
Fátima - Cruz - Apesar de ateu, sempre pensei que as peregrinações, as procissões e o culto religioso são actividades muito interessantes de observar e de meditar. E já agora, por que não, de fotografar. Isoladamente, quase tudo em Fátima é feio: os edifícios, a catedral antiga, as tendas e as lojas dos comerciantes... Mas o ambiente geral é muito interessante e pode ser belo. (1988).

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A Igreja católica abandona a Europa

Por C. Barroco Esperança
É FÁCIL PERCEBER que o grande inimigo da religião, para além da concorrência, não é o ateísmo mas a liberdade. Quando o aparelho repressivo se desmantela ou deixa de estar ao seu serviço, pelo sucesso das armas ou força das ideias, desagrega-se a fé e o clero.
Na Europa, o último século foi desastroso para o cristianismo e, especialmente, para o catolicismo. O nazismo, sendo um fenómeno secular, nunca poderia ter levado tão longe a demência se o anti-semitismo não fosse apanágio do Novo Testamento e da formação de tantos prelados. (...)
Texto integral [aqui]

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25.3.09

COMO passatempo simples, sugere-se que se prove a seguinte afirmação relacionada com o jogo-do-galo:
«Se o 1.º jogador colocar o seu símbolo numa das 4 casas dos cantos (1, 3, 7 ou 9), o 2.º jogador só terá algumas hipóteses (mesmo assim, apenas de empatar) se 'responder' na casa do centro (a 5).
Caso contrário, o 1.º jogador (desde que tenha alguma atenção) ganhará sempre».
NOTA: dado que os 4 cantos são equivalentes, sugere-se que se imagine que o 1.º jogador, o A, dá início ao jogo na casa 1. Qualquer que seja a 'resposta' dada por B nas casas 2, 3, 4, 6, 7, 8 ou 9, ela permite uma contra-resposta do jogador A que leva este a ganhar sempre (desde que não se distraia...). Em "comentários" documenta-se, com um exemplo, a excepção que consiste em B fazer a sua 1.ª jogada na casa 5.

Conversão de ficheiros

HOUVE UM TEMPO em que a simples abertura de um documento de Word podia ser um inferno: estavam sempre a aparecer novas versões para Windows (e para Mac), e os infelizes possuidores das versões mais antigas viam-se e desejavam-se, tendo de pedir aos remetentes que fizessem o «save as...» do ficheiro numa versão compatível com a que tinham.
Depois, esse problema foi resolvido. Mas, como não há bem que sempre dure, aí está agora o formato "docx" para dar cabo da cabeça a muito boa gente!
Aqui fica, no entanto, uma dica para a resolução desse problema. Ah!, e além de converter os ficheiros com extensão "docx" em outros "doc", este utilitário online oferece muitas outras possibilidades (como a criação de "PDF", p. ex.).

O anúncio

Por Joaquim Letria
ANDAVA EU a pensar para que servem dois democratas em provedores da rádio e da tv que a gente paga, quando retiraram o anúncio interpretado por uma jornalista que chama ao primeiro ministro “menino d’oiro” e no qual se atacava o direito constitucional das manifestações. Aleluia!
Iniciar a educação cívica na Mocidade Portuguesa, seja na vela, seja na Rádio Universidade, deixa sequelas que já não temos de aturar nem de pagar. Desgovernem-nos ainda mais, roubem mais à descarada, marrem com a TVI, mas não censurem nem chateiem!
Em França, os sindicatos puseram três milhões a protestar. Em menos de dois meses fizeram duas greves gerais. Ignorava que o Carvalho da Silva tivesse tanta influência e julgava que a Segolene Royal fosse do PS…
Então esta menina não se disse chocada por um primeiro ministro desprezar o movimento social!? “Ou é incompetente, ou é obstinado, ou um pouco de todas essas coisas”, disse ela. Mas esta não foi da Mocidade Portuguesa e falava do Fillon, claro!
«24 Horas» de 25 de Março de 2009

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Já que se falou de eleitos...

Dois extractos de um texto do «DN» de hoje.
O que se lê no de cima está correcto; mas no de baixo...?

A pátria cheia de sono

Por Baptista Bastos

As obras no hemiciclo da Assembleia da República trouxeram algumas alegrias aos mais cépticos dos cidadãos. Entre campainhas em surdina, computadores e assentos mais confortáveis, a grande novidade consiste na aplicação de uma luz vigilante. Vigilante de quê e de quem?, perguntará, ousadamente curioso, o pio leitor. Da tranquila sonolência que costuma embalar os destemidos deputados, e devolver-lhes sonhos do passado e bem-aventuranças do presente.

A LUZ É UMA LUZ civilizada, embora crua e inclemente. Como as televisões e as imagens da imprensa no-lo informam, os encantadores parlamentares, digerem, dificultosamente, os almoços e deixam-se levar nos braços de Morfeu. É o momento da calma. Ninguém ouve ninguém, e ninguém está interessado em ouvir tristes realidades e objurgatórias incutidas e já conhecidas no breviário do Parlamento. A luz, a nova luz, acaso quiséssemos utilizar uma metáfora deselegante e fácil, constrange os representantes da nação a não pregarem olho. Nem um módico bocejo. Podem não prestar a mais escassa atenção ao que dizem os outros; mas salvam as aparências: estão de pálpebra aberta. Se cederem à soneira e o olho se lhes cerrar, logo a luz, ofensiva e retumbante, ataca os prevaricadores. (...)
Texto integral [aqui]

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Clicar na imagem, para a ampliar- Blogue do Van-Dog [aqui]

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24.3.09

Homem prevenido

Por Joaquim Letria
NAS SONDAGENS, o ministro dos Negócios Estrangeiros Luís Amado é sempre o mais bem colocado. Natural que assim seja, porque os titulares desta pasta são aqueles que menos prejudicam ou penalizam os seus concidadãos. Mas se quisermos ser justos, devemos admitir que o ministro Amado faz coisas bem feitas.
O nosso ministro dos Negócios Estrangeiros sensibilizou os 26 colegas dos Estados da União e o totó do Javier Solana para pressionarem Israel no sentido de pararem a expansão abusiva dos colonatos nos territórios ocupados e reduzirem o bloqueio à castigada Faixa de Gaza.
A acção e o “timing” da iniciativa de Luís Amado são perfeitas. Ele sabe que em breve teremos de aturar o insuportável Lieberman. E também sabe que quando quiserem fazer a este troglodita aquilo que os judeus mandaram o Guterres fazer à direita austríaca, já ele pode lavar as mãos, como Pilatos, por homem prevenido valer por dois.
«24 Horas» de 24 de Março de 2009

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A propósito da crónica anterior

A IMAGEM MOSTRA a central de biomassa de Mortágua (próximo de Coimbra), que em tempos visitei. Trata-se de uma espécie de "ovo-de-Colombo": a empresa compra os resíduos florestais a quem lhos queira vender, produzindo electricidade com a sua queima e contribuindo para incentivar a limpeza das matas - porventura a forma mais eficiente de evitar (ou limitar) os fogos florestais.
Há vários anos foi anunciada a construção de mais umas quantas, criteriosamente espalhadas pelo país - uma magnífica iniciativa, até porque boa parte desses resíduos estava a ser vendida para o estrangeiro. Recentemente, porém, li que nem uma única dessas anunciadas centrais tinha sido construída.
Alguém sabe o que se passa?
Actualização: ver o essencial das respostas no endereço indicado por "rc" em comentário.

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Queimada

Por João Paulo Guerra
Em Portugal, país muito dado ao destino e ao fadário, quando chove há inundações e cheias, quando faz calor há seca e fogos. Até temos uma época de cheias e uma estação de incêndios. Mas não há quadra nem época para a prevenção. O que vier, vem e logo se verá.
DE MANEIRA QUE, com o aquecimento - que só em Portugal surpreende e apanha pessoas e instituições desprevenidas - este ano os fogos de Verão começaram bastante antes da estação. Pelo que, não só junto das oficiantes de crendices, mas mesmo do lado dos oficiais do ofício, os fogos apanharam o país desprevenido, na "fase alfa" do combate às chamas. Porque prevenção não houve e as fases do combate marcam-se pelo calendário e não em função da conjugação de causas capazes de desencadear o desastre. Ninguém mandou os fogos de Verão chegarem ainda no Inverno/Primavera. Ou então os fogos, para se declararem, não levaram em conta que ainda não tinha começado a "fase bravo" do combate às chamas.
Se em certas modalidades algum amadorismo tem o encanto da bizarria ingénua, em outras é da mais completa irresponsabilidade. Este ano, ainda no Inverno, arderam hectares de mata que o Estado tem obrigação de preservar como bem nacional à sua guarda. Mas segundo dizia num jornal de ontem uma Confederação de Agricultores, o Estado não usou os milhões que recebeu de Bruxelas para a prevenção de fogos e a reflorestação de áreas ardidas. Da mesma forma que a Liga dos Bombeiros fazia saber que o Governo não está a respeitar o compromisso destinado a garantir o funcionamento das corporações de Voluntários.
Deixa arder. Há-de haver quem ganhe milhões com uma política de terra queimada e um país deserto. E sem povo, já agora. Veremos é quem paga a conta.
«DE» de 24 de Março de 2009

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Os playmates (M/F), as escrituras e os novos escritores

Algumas linhas mais acima, a mesma notícia informa-nos que «Os internautas podem assim ver a evolução da revista e dos seus playmates ...», designação pela qual são conhecidas as simpáticas meninas que aparecem nas capas - que, já agora, se podem ver [aqui].

Welcome Mr. Collins!

Por Nuno Crato
DOIS ACONTECIMENTOS encheram-me o dia. Um deles foi um ensaio de Harry Collins na revista “Nature”. O outro foi um anúncio a um simpósio internacional sobre o processo de escrutínio de artigos nas revistas científicas.
Harry Collins foi uma das figuras mais proeminentes de uma vaga de filósofos e sociólogos pós-modernos que, nos anos 60, criticaram a “arrogância dos cientistas” e defenderam que a ciência era apenas uma “construção social” sujeita, como outra qualquer, ao erro e às limitações dos seres que a constróem, os humanos. (...)
Texto integral [aqui]

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"Recebe ou recebem?"

TSF online de hoje
Certas edições online (de que se destacam as do Sol e da TSF) caracterizam-se por uma tal falta de cuidado (nomeadamente na redacção dos títulos das notícias) que se fica com a ideia de que, quem as edita, acha que «Para quem é, bacalhau basta...».

23.3.09

Pedófilo acidental

Por Joaquim Letria
DEFINITIVAMENTE, em Portugal, não há juízes maus. Já se sabia isto, mas para confirmação basta ver o julgamento do médico pedófilo posto na rua, nos Açores, com uma pena suspensa de quatro anos de cadeia, por ter violado, repetidamente, uma menina de 9 e outra de 12 anos.
Atentemos na humanidade do acórdão da sentença que revela um coração de pomba, derretido por o médico se ter confessado arrependido, a ponto de elogiar o seu acto de contrição.
O tribunal não só proclamou os factos como um acidente, como concluiu que não ficou provado que este tivesse causado sequelas nas vítimas. A gente compreende. Até lhes deve ter feito muito bem. É com acidentes destes que as meninas se fazem mulherzinhas!
«24 Horas» de 23 de Março de 2009

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A propósito de «Magia dos Números»...

AO PRIMEIRO leitor que der a resposta correcta (que terá de ser acompanhada, evidentemente, da respectiva justificação algébrica) será atribuído, como prémio, um livro da autoria do saudoso Inspector Varatojo.
NOTA: Se a solução tardar, será proposta uma variante, mais simples, que também dará direito a prémio e funcionará como 'dica' para a resolução do problema tal como aqui é apresentado.
Actualização (21h40m): o passatempo terminou - ver comentário das 21h36m (e seguintes) e link indicado, com a resolução 100% algébrica.

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Mortalidade Rodoviária: A Magia dos Números

Por Manuel João Ramos
COMUNICADO DA ACA-M
LISBOA, 2006:
A 27 de Abril, uma menina de nove anos foi atropelada por um taxista quando atravessava a Av. de Ceuta. Foi projectada contra um pilarete e teve morte imediata.
A 12 de Novembro, um casal arrumava a bagageira do seu carro na Rua Cidade da Beira, Olivais Sul, quando um veículo comercial os atingiu mortalmente, perante os olhares das suas duas filhas, que escaparam sem ferimentos.
Um e outro caso foram amplamente noticiados pela comunicação social.
O atropelamento da vítima da Av. Ceuta não surge, até hoje, na Base de Dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR). Por seu lado, as duas vítimas dos Olivais só foram incluídas nesta Base de Dados em 2008. Nenhuma destas três vítimas da estrada foi, portanto, contabilizada nas estatísticas referentes ao ano de 2006. (...)
Texto integral [aqui]

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Passatempo-relâmpago

FOI NOTÍCIA, não há muito tempo, uma entrevista dada por um promissor político nacional que, na ânsia de se mostrar culto, referiu uma obra literária de mui duvidosa existência.
Já agora, e por associação de ideias: em que obra (essa, sim, bem real...) é que se pode ler o que aqui se transcreve?
NOTA: trata-se de uma tradução, pois o autor é (era...) inglês.
Actualização: a resposta certa já foi dada: «Grandes Esperanças», de Charles Dickens; cap. XXII, já agora.

Sono

Por João Paulo Guerra
Portugueses são os que dormem pior por causa da crise. O resultado do inquérito realizado por uma empresa britânica em oito países europeus não adianta grande coisa aos dados que a vida política e social portuguesa nos dá todos os dias.
QUE A CRISE ESTÁ A TIRAR o sono aos portugueses é uma constatação do dia-a-dia. Vejamos.
Deve ser por falta de sono reparador que Manuela Ferreira Leite anda a sonhar acordada com "indicadores" que lhe dão a vitória nas legislativas, depois de ter positivamente adormecido na oposição.
É provavelmente também devido à falta de sono que deputados do PS andam a sonhar com fantasmas de jornalistas a espiar o que vêem e escrevem os parlamentares nos computadores do novo hemiciclo. Há 16 anos, de olhos abertos na oposição, o PS disse das últimas em relação ao mapa cor-de-laranja de limitação da circulação dos jornalistas em São Bento, alimentados por Pacheco Pereira.
E só pode ser por falta de sono dos sonolentos responsáveis que ocorreu mais um "caso" na área de jurisdição da DREN, um ‘cluster' de broncas por metro quadrado difícil de igualar mesmo na degradada área da educação.
E é por andar a dormir na forma que o Bloco Central se terá esquecido, vai para nove meses, de substituir o Provedor de Justiça. Ou então é porque o PSD tem o pesadelo de perder uma bandeirola no organograma do Estado, ou porque o PS sonha acordado em comer tudo, como na cantiga do Zeca.
E será no âmbito de um plano contra a falta de sono que gestores de mais de 500 órgãos da administração vão preencher montes de papelada para habilitar o Conselho de Prevenção a detectar as oportunidades de corrupção. Como combate à corrupção é provável que não dê nada. Mas como soporífero não estará mal.
«DE» de 23 de Março de 2009

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Divulgação científica e cidadania (Recordando Rómulo de Carvalho)

Por A.M. Galopim de Carvalho
DIVULGAR, no sentido de espalhar conhecimento entre o vulgo, pressupõe formas de comunicação acessíveis ao comum das gentes e, assim, a linguagem a usar, falada, escrita, audiovisual ou outra, tem de ser simples, sem perda de rigor, apelativa e agradável. Facultar e receber conhecimentos são acções que devem ser entendidas como actos de prazer, mas também de cidadania.
Divulgar conhecimento científico entre os meus concidadãos de todas as idades e das mais variadas condições sócioculturais, prática que cultivei com relativa frequência, foi algo que procurei exercer em paralelo com a minha actividade profissional. (...)
Texto integral [aqui]

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22.3.09

A FRASE que adiante se transcreve contém (pelo menos...) uma incorrecção - que nada tem a ver com política. Qual é?
«Sócrates e o Governo estão feitos trapezistas, mas daqueles que arriscam passar de um prédio para outro, a 250 metros de altitude». (Luís Delgado, «Diário Digital» 19 Jan 09).
Notícia do «Sol» . O que será o 'sono on-line'?

Dito & Feito

Por José António Lima
JOSÉ SÓCRATES reagiu com pouca ponderação e ainda menor inteligência à manifestação da CGTP da passada semana. «O número não me impressiona», disparou o primeiro-ministro quando confrontado com a mobilização de 200 mil manifestantes nas ruas de Lisboa. Ora, 200 mil é muito manifestante (e, pior, muito eleitor). É um número que não só impressiona como causa, até, alguma estranheza. Quem os contou? (...)
Sócrates, no entanto, não se prendeu com os números, pois estava mais interessado em lamentar que estas manifestações «sejam sempre instrumentalizadas pelo PCP e pelo Bloco de Esquerda». Não está mal como argumento para quem, logo a seguir, foi celebrar as virtudes do PS e do seu Governo com sindicalistas da UGT... (...)
Texto integral [aqui]

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O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, que, de teimoso, nunca mais acerta o passo pelo Novo Acordo Ortográfico, continua a garantir que a palavra "espetacular" não existe - e quer, por força, que se escreva "espeCtacular". Mas, independentemente disso, o que serão os spectacle gardens (em 'inglês técnico' ou outro inglês qualquer)?

Reféns da democracia

Por António Barreto
A PROPÓSITO DA ELEIÇÃO do próximo Provedor de Justiça, todos os termos foram já utilizados. Estranho. Grave. Preocupante. Uma vergonha. Todos são adequados. Nascimento Rodrigues, que desempenhou com brio e independência o seu cargo, terminou o mandato há oito meses. Desde então, os dois maiores partidos, PS e PSD, têm vindo a discutir a sua substituição. Como é o segundo mandato do actual Provedor, não pode ser reconduzido. A escolha do candidato que se segue fica na dependência de um voto parlamentar com maioria qualificada de dois terços dos deputados. Isto obriga a um entendimento entre partidos. O que podia ser fácil transforma-se num pesadelo democrático. (...)
Texto integral [aqui]

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Foi actualizado o blogue-arquivo Humor Antigo até 1948-23.




No palco da cidade

Por Nuno Brederode Santos
TRÊS ELEIÇÕES de dimensão nacional: eis o que nos espera para o ano em curso.
Num primeiro relance, o que é, logo à partida, preocupante são uns cadernos eleitorais, ao que se lê, enxameados de mortos e ausentes e, por isso, geradores de taxas de abstenção certamente enganosas e provavelmente alarmistas, que ocultam a exacta medida do fenómeno. Nos processos mais recentes e já com os resultados oficialmente proclamados, todos pudemos assistir à vozearia dos observadores, mas a coisa não durou mais do que o decoro exigia. Intenções dos vencedores, estados de alma dos vencidos, tácticas de sobrevivência e novidades nas políticas, nos cargos e nas nomeações, tudo isto fez o ruído maior que abafou o eco dos queixumes em torno da abstenção. (...)
Texto integral [aqui]

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«DN» online de hoje

Os pedidos está a crescer. E o cuidado na redacção das notícias?

21.3.09

Clicar na imagem para a ampliar
DADO que hoje é o Dia Mundial da Poesia, o Sorumbático desafia os seus leitores a encontrarem dois tercetos que se encontram escondidos nesta figura e a indicarem o nome do(a) respectivo(a) autor(a). O prémio (um livro, como sempre) será atribuído a quem primeiro der as duas respostas certas. As regras deste género de passatempos podem ser vistas [aqui].
Actualização: o passatempo foi ganho por 'Carla'.

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Quem é capaz de decifrar esta velha charada?
Ao primeiro leitor que apresentar a solução completa será atribuído, como prémio, o livro «Pequenos Assassinos». Evidentemente, terá de explicar, e em detalhe, os passos que deu para lá chegar.
Actualização: o passatempo terminou, com a resposta dada por Nuno (v. comentários).

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O que a televisão tem para oferecer

Por Maria Filomena Mónica
HÁ QUINZE ANOS os portugueses passaram a usufruir de canais privados de televisão. Até ao dia 6 de Outubro de 1992 apenas existia a RTP, cujo dono era o Estado. Antes de eu prosseguir, vale a pena recordar o que nos era oferecido: telejornais politicamente controlados, séries medíocres e programas pseudo-intelectuais. De longe em longe, tínhamos acesso a um produto de qualidade, comprado, por acaso, numa dessas feiras onde os altos funcionários da RTP gostam de se pavonear. (...)
Texto integral [aqui]

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Foi actualizado o blogue Arroz Doce, de Joaquim Letria, com a crónica «Confidencial» de hoje.

A tuberculose continua a matar

Por Antunes Ferreira
EM 2006, A TUBERCULOSE matou 4.500 pessoas por dia. Foi considerada uma ameaça mundial. Ou seja, um milhão e quinhentas mil vidas humanas ceifadas só nesse ano. Os números são assustadores. Quando se pensava que 2010 seria o canto de finados para a doença, ela voltou a atacar. Em 1993, face ao recrudescimento acentuado, a OMS lançou um brado de alerta. Mas, desde então para cá, as coisas não têm melhorado. O famigerado bacilo de Koch não estava a caminho da derrota, bem pelo contrário. O Nobel da Medicina atribuído em 1905 a Robert Koch fora inteiramente justificado. Mas insuficiente para travar a criminosa acção da bactéria.
Texto integral [aqui]

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20.3.09

Foi actualizado o blogue-arquivo Humor Antigo (Ano de 1948).

Os infiltrados no PS

Por Baptista-Bastos
COM A GRAVIDADE que rodeia as terríveis acusações, o dr. Strecht Monteiro, militante socialista e ex-deputado, declarou, há dias, arquejante de indignação, que "há trânsfugas de Direita infiltrados no PS." Estremeceram os que o ouviram. Havia leves suspeitas, sussurros remotos, boatos inquietantes sobre o assunto. Embora parecesse pueril, o zunzum carecia de refutação. Mas o dr. Strecht limitou-se a repetir o que se escuta, sem omissões ou rasuras, mas, também, sem revelar nomes.
"Não serão alguns traidores de Direita que querem levar o PS para a Direita? Será que há um movimento orientado, uma estratégia organizada por alguém?", perguntou, num raciocínio aterrador. "Pois, não sei", respondeu a si próprio. (...)
Texto integral [aqui]

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Segway para o lixo

Por Manuel João Ramos
POR MIM, os segways podem manter-se ilegais em Portugal por muitos e bons anos.
Como não podem circular em estrada, o seu habitat preferido acaba por ser os passeios urbanos.
E estes já estão suficientemente preenchidos de elementos agressores à circulação pedonal para terem ainda de comportar esses objectos desengonçados e promotores de sobranceria e de excesso de adiposidades.

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«Eu não percebo nada disso, mas acho que...»

A EXPRESSÃO que dá o título a este post é, como se sabe, ouvida a torto e a direito, de tal forma que já nem se dá atenção ao que ela comporta de caricato. No entanto, permitam-me que a use a propósito do seguinte:
Um dos problemas apontados no complexo Freeport foi a impermeabilização do solo na zona de um parque de estacionamento: o revestimento aplicado ao solo passou a impedir a infiltração das águas pluviais, com as consequências nefastas que, em casos semelhantes, daí advêm.
Estas imagens mostram como, já há um par de anos, o problema foi resolvido em Lagos - e, embora eu não perceba nada disso, parece-me que bem...

O que vejo na TV

Por Joaquim Letria
MUITA GENTE me pergunta o que vejo na TV. As pessoas fazem estes interrogatórios à procura de apoio para os seus gostos, de cumplicidades para a sua inteligência ou querem polemizar.
Sem fazer concorrência à minha querida Ana Almeida, que vê tudo e cuja coluna leio e recomendo, vou chocar umas alminhas com a revelação do que não perco na TV.
Para já, meus queridos, três programas de conversa: o Jon Stewart, o Jô Soares e a Opprah Winfrey. Três programas bem feitos, simples, sólidos, liderados e apresentados por gente culta, inteligente, de bom gosto e que percebe de TV.
Na Sic Mulher vejo sempre o “Hospital de Animais”, um interessante programa da BBC que diz e revela muito mais do que mostra, tal como o concurso do José Carlos Malato.
Finalmente, a Al Jazzeera, a BBC World, a France 24 e a Sport TV dizem e mostram tudo o que quero saber. A AXN e a FOX são sedativos suficientes...
«24 Horas» de 20 de Março de 2009

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"Português técnico"

Lagos - Duas face da mesma placa,
concebida por quem acha que "Finanças" ou "Financas" é igual ao litro.
Quando vejo casos destes, fico admirado como é que ainda há quem se zangue por causa do Novo Acordo Ortográfico!

O Limite da Despesa

Por J.L. Saldanha Sanches
PAGAR A TEMPO E HORAS aos fornecedores do sector público – em vez do atraso de meses ou de anos – deveria ser a regra nas despesas públicas. A regra é o atraso. Agora o Estado está a pagar. O PSD exigia-o e muitas empresas não podiam suportar mais atrasos. Há um mas: esses pagamentos estão a demolir a única e perversa barreira que limitava a despesa pública. A disciplina financeira criada pelo desarranjo público.
O atraso crónico dos pagamentos do Estado, municípios, regiões e actividades correlativas não é uma doença: era um sintoma e um limite. Tal como o desconforto físico limita os excessos, os atrasos no pagamento eram um sinal de alarme para o excesso da despesa sem previsão orçamental e o limite para essa mesma despesa. Já sabemos que o Estado paga sempre. Mas quando os atrasos se tornavam incomportáveis as empresas deixavam de fornecer. (...)
Texto integral [aqui]

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19.3.09

CONVITE
*
Lançamento do álbum «Tejo».
Fotos de Neni Glock, textos de Alice Vieira
*
20 de Março de 2009, sexta-feira, 18h30m
Livraria Bulhosa (Campo Grande, 10B - Entrecampos, Lisboa)

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Confuso, não?

Mulher de armas

Por Joaquim Letria
AGORA SÃO OS PAIS que querem correr com aquela senhora forte que manda nos professores e nos filhos dos portugueses do Norte, mulher de armas que detesta poucas vergonhas e castigou um professor por contar uma anedota do Sócrates.
Não posso ficar calado perante injustiças. Esta mulher forte do Norte que mete todos na ordem e manda ofícios que parecem redacções da Guidinha a dizer aos professores como se devem portar a bem da nação, merece uma estátua. E querem que se vá embora?!
No outro dia, uma insuspeita adjunta do ministro David Justino, do PSD, disse-me muito bem desta senhora forte do Norte. Contou-me que ela aparecia sempre nas cerimónias, lambuzava o ministro e dava vivas ao Justino.
Vi-a fazer o mesmo ao Sócrates, numa recente reunião socialista para as eleições. Mulher que não olha a ministros para os lambuzar não pode ser má! É de mulheres destas, que deixam o partido à porta e põem Portugal acima de tudo, que Portugal precisa!
«24 Horas» de 19 de Março de 2009

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Foi actualizado o blogue-arquivo Humor Antigo.

Opinantes

Por João Paulo Guerra
Os portugueses, que nunca foram tidos nem achados em matéria de construção ou integração europeia, e os outros europeus, que quando votam ao arrepio das instituições da União vêem os votos anulados e substituídos por nova consulta, vão agora ser auscultados por amostragem.
DOS 375 MILHÕES de eleitores da União Europeia, 1.500 vão ser ouvidos sobre "O que pode a UE fazer para moldar o seu futuro económico e social num mundo globalizado?". A Portugal cabem 50 opinantes, ao que se diz escolhidos aleatoriamente.
As reservas em Portugal à consulta dos cidadãos em matéria europeia vêm do antigamente, quando o salazarismo, alegando a impreparação da plebe, metia a democracia nos curros do Aljube ou desterrava-a para os confins do Império. E se essa é a raiz, o caule é o medo da democracia. Dá-se voz ao povo e depois? E se o povo faz como os dinamarqueses, os irlandeses e todos os outros europeus que, aqui e acolá, votaram contra? Ora uma consulta a 50 aleatórios é a flor desta raiz e deste caule, na lapela da Europa: não compromete nem obriga ninguém, faz-se de conta que é democracia e dá-se ocupação a uns milhares de burocratas que, por muito bom dinheiro, vão puxando o lustro aos cadeirões da Europa.
Com esta iniciativa, paga pela Comissão Europeia e em Portugal realizada pelo Instituto de Estudos Estratégicos Internacionais, pressupõe-se dar a palavra ao "cidadão comum", promovendo-o a "cidadão consultor". É a representação da democracia representativa. Muita representação, democracia quase nada.
E como se tudo isto não bastasse, a pergunta está mal formulada, ou mal traduzida. "O que pode a UE fazer para moldar o seu futuro?". Qual seu futuro? O seu, dela União, ou o seu, dele "cidadão comum"?
«DE» de 19 de Março de 2009

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Luz - XLVIII

Fotografias de António Barreto - APPh
Escadarias Defense II - É a minha versão do Grande Arco do Rond Point de la Defense. (1995).

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Vaticano e santidade

Por C. Barroco Esperança
O MUNDO NÃO VIROU SANTO quando João Paulo I foi chamado à divina presença, como se diz lá na Casa, 33 dias após ter sido designado papa e poucos dias depois de ter anunciado uma investigação ao Instituto das Obras Religiosas (IOR), também conhecido por banco do Vaticano.
São insondáveis os caminhos do Senhor, como soe dizer-se, a partir do bairro de 44 hectares onde se autenticam milagres e emitem diplomas de beatos e santos que nos dois últimos pontificados inundaram os países obedientes a Roma.
Portugal tem sido, aliás, prejudicado, seja por falta de meios para emolumentos, míngua de orações ou incúria dos bispos. Em Espanha foram beatificados e canonizados centenas de mártires, vítimas dos republicanos, e, na onda, até defuntos pouco virtuosos, em vida, ascenderam aos altares. O erro foi irrelevante pois os milagres são obrados por aspirantes à santidade e só excepcionalmente por santos diplomados. Os milagres são impreteríveis para provas curriculares e dispensáveis aos promovidos. (...)
Texto integral [aqui]

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18.3.09

Quem é capaz de decifrar esta velha charada?
Ao primeiro leitor que apresentar a solução completa será atribuído, como prémio, um livro policial (*). Evidentemente, terá de explicar, também (e tim-tim por tim-tim...), todos os passos que deu para lá chegar.
Actualização-1 (18 Mar/21h): o prémio sobe de um para dois livros.
Actualização-2 (19 Mar / 11h19m): o prémio sobe para três livros
Actualização-3 (19 Mar / 12h36m): o passatempo foi ganho por "Sr. Ping", com a resposta das 11h50m (completada com a das 11h58m):
A FELICIDADE É UMA CONDIÇÃO DO ESPÍRITO E NÃO RESULTADO DE CIRCUNSTÂNCIAS

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Casas de passe

Por Joaquim Letria
OS DEPUTADOS não se dão ao respeito. Imaginem a vergonha lá fora: num total de 230, os parlamentares portugueses, com grande número em “part-time”, conseguiram fazer 244 substituições! Não se conhece nenhum parlamento assim. Com tantas entradas por saídas só casas de passe!
Os recordistas foram os laranjinhas, mas os socialistas, logo atrás, não ficaram muito distanciados, e até os pequeninos, como os verdes e os bloquistas, aprenderam depressa a rotatividade dos interesses, uma realidade a que nem o PCP escapa, absorto pelo imobiliário no poder local.
A vantagem deste regabofe é ficarmos desobrigados e podermos pagar na mesma moeda. Como nem conhecemos os nossos queridos representantes, não ofendemos ninguém em particular se deixarmos um cesto de manguitos em São Bento, votando em branco, em vez de continuarmos a contribuir para as pensões destes cavalheiros.
«24 Horas» de 18 de Março de 2009

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O QUE sobressai nesta notícia do «JN» não é (ou não é só) a libertação do indivíduo em causa; é, também, a forma como é redigida: alguém que, no título, é referido como 'suspeito' passa a 'assassino' no corpo da notícia.
*
Mas isso não impede que fiquemos a matutar no que se lê mais adiante: «(...) O alvo das críticas, o juiz Pedro Frias, é o mesmo que deixou em liberdade o homem que baleou outro na PSP de Portimão, em Setembro do ano passado. A vítima está tetraplégica. É também o mesmo que mandou em prisão preventiva um homem que roubou um telemóvel. (...)».

O Papa, a solução e o problema

Por Ferreira Fernandes
«DISTRIBUIR preservativos não é solução», disse o Papa Bento XVI, nos Camarões.
A posição da Igreja Católica sobre as relações sexuais é conhecida: ela deve ser praticada só por um homem e por uma mulher que tenham contraído casamento antes. No que diz respeito ao combate à sida, parece de eficácia irrefutável. Se a sida se propaga sobretudo pelas relações sexuais, se estas só se efectuarem entre cada casal, um transmissor de sida só infectará o cônjuge. Caso este morra, o sobrevivente terá de arranjar outro (a) companheiro (a) legítimo (a) para fazer nova vítima. Entretanto, lá no bairro certamente que já se desconfiará deste (a) viúvo (a) a repetições e duvido que haja mais casamentos com ele (a). Quer dizer, com esta posição da Igreja Católica sobre o sexo, a sida haveria de parar bem rápido.
Há um porém neste raciocínio. E ele não está na conclusão: sim, a sida pararia se, havendo sexo, só fosse no casamento. O porém está no facto de haver sexo fora do casamento e muito. E como é assim, dizer que o preservativo, que diminui a transmissão, não é solução, passa a ser problema.
No combate à sida, é isso que o Papa é: problema.
«DN» de 18 de Março de 2009

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Clicar na imagem, para a ampliar- Blogue do Van-Dog [aqui]

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17.3.09

A culpa foi do árbitro

Por Joaquim Letria
A DERROTA DO SPORTING por 7-1 em Munique trouxe à superfície a importância dos nossos árbitros. Pensei que tinham inventado árbitros portugueses só para prejudicarem Pinto da Costa e para o Benfica e o Sporting se desculparem por só ganharem um campeonato de 20 em 20 anos.
Eu pensava mesmo que os relatores e jornalistas exageravam quando falavam das “três equipas em campo”. Ingenuamente, julgava que eram precisas só duas, para haver um jogo. Mas graças à abada que o Sporting levou, fiquei a compreender a importância dos árbitros portugueses, depois de ler e ouvir grandes analistas desportivos dizerem que o Sporting perdeu daquela maneira porque lhe fez falta um árbitro português a quebrar o ímpeto bávaro. Está explicado!
A culpa, afinal, foi do árbitro sueco Martin Hansson, que deixou jogar o que cada um sabia. E eu a pensar que era o Sporting que não tinha estaleca para uma prova europeia. Que maldoso que eu era!
«24 Horas» de 17 de Março de 2009

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Sugere-se, a quem se deparar com o número 750.000 no sitemeter, que faça o print-screen e envie a imagem, juntamente com morada, para sorumbatico@iol.pt.
Actualização: o passatempo foi ganho por Susana Ricardo (com a imagem que aqui se afixa), que vai receber um livro policial.

Encomenda

Por João Paulo Guerra
Notícias recentes permitem uma denunciativa leitura das políticas do país, venham elas de que cores vierem, pois não há diferença essencial entre o rosa pálido socialista moderno, o laranja desmaiado sócio-democrata e o furta-cores popular.
DIZIAM AS NOTÍCIAS: ponto 1 - a criminalidade registou o maior crescimento dos últimos dez anos em Portugal; ponto 2 - a PJ vive em gestão e perdeu 300 investigadores nos últimos 4 anos; ponto 3 - nos últimos cinco anos, centenas de agentes e graduados da PSP concorreram a outros cargos na administração pública, insatisfeitos pela falta de progressão na carreira e revoltados com os baixos ordenados; ponto 4 - lá para o Outono chegará o primeiro de dois submarinos encomendados quando era ministro da Defesa o dr. Portas e ninguém sabe como pagar os 900 milhões da factura. Eram 800 milhões quando da encomenda mas estes submarinos derrapam imenso.
Ou seja: Portugal tem andado a ser governado ao Deus dará. Encomendam-se submarinos - que a própria NATO disse que Portugal não precisaria deles para nada - e depois não há dinheiro para manter a segurança mais elementar das pessoas. E mais: cinco anos depois de assinar a encomenda dos submarinos, o dr. Portas anda a arengar aos portugueses sobre a falta de segurança, como se tivessem sido os portugueses comuns, os que votam e pagam as facturas, que tivessem esbanjado em submarinos e outra tralha armamentista o dinheiro que estava de parte para as lides da segurança doméstica.
Se existisse um apetrecho para avaliar a eficácia das políticas e a adequação dos discursos aos efeitos anunciados ou simplesmente prometidos, de uma coisa estavam os portugueses livres: dos políticos repetentes que lhes atazanam o juízo.
«DE» de 17 de Março de 2009

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