31.1.09

O 31 de Janeiro - Passatempo-relâmpago

NÃO ENCONTREI HOJE, em nenhum dos blogues que visitei, qualquer referência ao 31 de Janeiro! Assim, e aproveitando o facto de a Editora Occidentalis ter disponibilizado um exemplar deste livro para ser atribuído a um leitor do Sorumbático, lá vai:
Em que página dessa obra se encontra a frase «Veiga fundou o Centro Republicano do Porto e envolveu-se na organização da acção republicana de 31 de Janeiro de 1891, de que foi o chefe civil»?
Cada leitor poderá dar uma única resposta. O passatempo terminará às 20h de amanhã (1 Fev 09) - ou antes disso, se entretanto surgir a resposta exacta... e eu der por ela.
Actualização (20h22m): como se pode ver [aqui], Sofia ganhou o passatempo (com um erro de 3), pelo que tem agora 48h para escrever para sorumbatico@iol.pt indicando morada para envio do livro. Já agora: Neusa errou pelo mesmo valor, mas posteriormente. Obrigado a todos/as!

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Nova lei do divórcio - Passatempo com prémio

Sugere-se aos leitores a discussão deste delicado assunto
O autor do melhor comentário que seja feito até às 20h do próximo dia 4 Fev 09 receberá um exemplar do livro cuja capa aqui se vê.
NOTA: As declarações de Cavaco Silva podem ser lidas, p. ex., [aqui].
Actualização (4 e 5 Fev 09): o júri deu 3 pontos a Carina, 2 a ART e 1 a JMPO, pelo que Carina receberá «Desfazer o Nó», ART «Os 7 Princípios do Casamento» e JMPO um livro-surpresa. Só falta que Carina, nas próximas 48h, escreva para sorumbatico@iol.pt indicando morada. Obrigado a todos/as!

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Marchar, marchar

Por Antunes Ferreira
(…) UM HOMEM QUE TINHA PELO MENOS quatro filhos em três anos!... Era quase um partido! As palavras são de Gervásio Lobato, no seu «Lisboa em Camisa» de 1890. A tradição do anátema sobre os partidos políticos vem de longe, em Portugal. Poder-se-á dizer – e muito correctamente – que não é só no nosso País. Mas, como disse Clement Attle no Parlamento britânico, respondendo ao primeiro-ministro Churchill, «com o mal dos Alemães, não impedimos que nos bombardeiem». Ou seja, o ditado «com o mal dos outros podemos nós» nem é inédito, nem é original.
O ditador de Santa Comba tinha ódio aos partidos – e afirmava do alto da cátedra de São Bento, que os Portugueses estavam completamente desiludidos com eles. E revoltados contra eles. Este é apenas um exemplo do que nos habituámos a ouvir dizer – e a dizer. Estar contra os partidos é estar contra a Democracia. Porque, por piores que sejam ou estejam, sem eles não existe.
(...)
Texto integral [aqui]

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30.1.09

Passatempo-conjunto com o «DE RERUM NATURA»

DECORRE, até às 23h50m do próximo dia 4, mais um passatempo-conjunto Sorumbático/DRN cujo prémio será um exemplar deste ultra-famoso livro de Carl Sagan.
NOTA: Embora os comentários possam ser feitos em qualquer dos dois blogues, os que pretendam concorrer ao prémio devem ser afixados no DRN [aqui], e não no Sorumbático.
Actualização (5 Fev 09/11h): o autor do post, Desidério Murcho, decidiu atribuir o prémio a Nuno, como se indica em comentário no referido blogue DE RERUM NATURA.

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Convite

CONVIDA-SE os leitores a visitarem [este] recém-criado blogue e ali deixarem pareceres, comentários e sugestões sobre o 5.º Canal de televisão que vai nascer.

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Raul Brandão - Passatempo com prémio duplo

NA MESMA LINHA dos passatempos que aqui se fizeram a propósito de Erico Veríssimo, Eça, Camilo e Aquilino, aqui fica este:
«Se tivesse de recomendar um livro de Raul Brandão a alguém que nunca tivesse lido nada dele, qual escolheria - e porquê?»
A Livraria Santiago oferece um exemplar de «Os Pobres» e outro de «Impressões e Paisagens» (Ed. C.L.) aos autores das duas melhores respostas que sejam dadas até às 20h da próxima terça-feira, dia 3 Fev 09.
Actualização-1 (4 Fev o9/9h35m): ouvidos os elementos do júri, o resultado foi: António: 2 votos; Anjac e Tânia: 1 voto cada. Como foi possível arranjar um prémio adicional («Pescadores», livro de bolso das P.E.A.), será preciso fazer o seguinte: os três deverão escrever para sorumbatico@iol.pt, nas próximas 48h, indicando morada e dizendo qual dos 3 livros preferem. A prioridade será dada à escolha de António, e os outros 2 serão atribuídos por "ordem de chegada".
Actualização-2 (18h50m): Neste momento, só falta que Tânia indique morada para envio. Poderá receber 1 ex. de «Pescadores» ou de «Húmus» - à sua escolha.

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Uma vergonha

Por Joaquim Letria
É SEMPRE ÀS SEXTAS-FEIRAS que continua o campeonato da primeira divisão de futebol a que chamam Liga Sagres. Eu escrevo hoje sobre isto porque os jogos são uma vergonha.
Eu penso que deve ser triste jogar para um público que não chega para compor um pavilhão multi-usos. A gente até ouve os gritos no estádio vazio como se fossem putos a jogarem na rua, em Chelas.
Imaginem agora quem compra estes jogos para os meter na TV! Por amor de Deus! Os clubes deviam pagar-lhes. Não estou a falar do Trofense nem do Amadora! Estou a falar do Benfica! Viram o Benfica x Belenenses da semana passada?! Com o Belenenses a jogar à Boavista e o Benfica a jogar à Belenenses antes do Jesus passar por lá!?
Eles deviam pagar aos canais de TV o esforço e sacrifício de os transmitir! Felizmente que há ligas inglesa, espanhola e italiana. E se não houvesse? Era com estes solteiros e casados, a ganharem milhões, que alguém se safava?
«24 Horas» de 30 de Janeiro de 2009

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A geração sanduíche

Por Maria Filomena Mónica
CELEBRA-SE HOJE [Set 2007] o Dia Mundial da Pessoas com Doença de Alzheimer, a enfermidade mais tenebrosa que conheço. É por saber que cada vez mais gente dela virá a sofrer que penso valer a pena reflectir sobre o assunto. Recordemos alguns factos. Há duzentos anos, morria-se entre os 30 e os 40 anos e, no caso das mulheres, muito antes, uma vez que uma percentagem elevada de grávidas não aguentava os partos. Existia um ciclo estabelecido: mortos os antecessores, os casais dedicavam-se à educação dos filhos.
É esta situação que tem vindo a alterar-se. Actualmente, os indivíduos com cinquenta anos têm de cuidar, em simultâneo, de pais em processo de fragilidade acelerada e de adolescentes atravessando turbilhões emocionais. No caso das mulheres, a tentativa de conciliar ambas as tarefas – para não falar do trabalho - pode ser destrutiva, uma vez que o sentido do dever lhes dilacera o coração.
(...)
Texto integral [aqui]

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29.1.09

Convite

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Juízes

Por Joaquim Letria
OS JUÍZES ANDAM preocupados com a imagem que a sociedade tem deles. A figura que apresentam aos concidadãos não os favorece. Poucos os temem e ninguém os respeita. Poderia ser de outra maneira se não se conhecessem decisões, não se lessem sentenças, se ignorassem fundamentos.
Há que reconhecer que o mesmo fenómeno se repete e multiplica por outros estados de direito, alguns com melhor justiça, democracia mais antiga e juízes mais bem educados, embora se compreenda que tal não serve de compensação para a situação em que uns e outros temos de conviver.
É já a 18 de Fevereiro que os juízes espanhóis se vão manifestar contra a situação da justiça no seu país. Receia-se que os cidadãos comuns se juntem ao protesto destes titulares de órgãos de soberania para lhes dizerem, cara a cara, que também eles estão fartos de tão pouca justiça, de que, talvez erradamente, muitos culpam os próprios juízes.
«24 Horas» de 29 de Janeiro de 2009

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Passatempo-relâmpago (com prémio)

TODA A GENTE já ouviu a frase «Não basta que a mulher de César seja séria; é preciso, também, que pareça sê-lo». A afirmação original (atribuída, por Plutarco, ao próprio Júlio César) é um pouco diferente - mas, no essencial, pretende dizer o mesmo.
A pergunta que se coloca é muito simples - e pode responder-se com uma só palavra:
A que mulher, em concreto, é que ele se referia?
O primeiro leitor que der a resposta certa receberá um exemplar de «Ben-Hur» da colecção Clássicos em BD.
Actualização (14h26m): a resposta certa já foi dada.
NOTA: O texto referido pode ser lido [aqui]. O mais curioso é que Públio Clódio, o "artista" que, com as suas brincadeiras eróticas, fez com que César repudiasse Pompeia (uma das três mulheres com quem casou - e Cleópatra não conta...), não teve grandes problemas com isso - nem na altura do escândalo, nem mais tarde!

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Encontrei um povo feliz: aqui!

Por Ferreira Fernandes
ONTEM, EM DAVOS, Vladimir Putin disse sobre a crise financeira: "É uma perfeita tempestade." E avisou: "Estamos no mesmo barco." Estamos, entenda-se, os 191 países da ONU. O mundo inteiro à deriva! Alguém me sopra ao ouvido: "Os países da ONU são 192..." Pois eu explico: falo mesmo de 191. É que há uma espécie de aldeia gaulesa, no canto ocidental do continente europeu, imune à tempestade.
A OIT avisou, também ontem, que este ano poderá haver mais 51 milhões de desempregados, mas isso passa ao lado de Portugal, orgulhosamente só. E, desta vez, sem orgulho tolo: parece-me que a coisa nos corre mesmo bem. Fiquei a sabê-lo, ontem, no debate parlamentar entre o Governo e os deputados. O tema principal era sobre "as políticas económicas e sociais." Com todas as notícias desastrosas que vinham lá de fora, o tema preocupou-me: queres ver que a crise já cá chegou? Mas, no fim, suspirei de alívio. O Governo e a Oposição mergulharam (não se assustem, por cá as águas são mansas) na discussão sobre propaganda, ou não, de um pretenso relatório da OCDE. Não tenho mais nada para dizer.
Os povos felizes não têm história.
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NOTA (CMR): acerca do - pretenso? - relatório referido no fim desta crónica ver, p. ex., [aqui].

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FORAM actualizados os blogues Sopas de Pedra («Museu do Quartzo»), Humor Antigo (iniciada a publicação correspondente ao ano de 1947) e Jacarandá.

Bento XVI – Papa integrista

Por C. Barroco Esperança
O VATICANO ANULOU A EXCOMUNHÃO dos bispos extremistas ordenados em 1988 por Monsenhor Marcel Lefébvre, através de um decreto datado de 21 de Janeiro e publicado no último Sábado.
João Paulo II, santo por profissão e infalível por inerência, excomungou há vinte anos o arcebispo integrista e os bispos por ele sagrados à revelia do Vaticano. Roma e o Mundo espantaram-se por terem sido excomungados bispos fascistas quando era hábito virar armas contra a esquerda. Muitos admiraram o gesto por ser tão conservador o Papa e tão abertamente reaccionário Rätzinger (prefeito da Sagrada Congregação da Fé, ex-santo Ofício). O erro acaba de ser reparado.
Tal como o antecessor, Rätzinger é agora santo, por desígnio do Espírito Santo e do Opus Dei, e infalível por herança de Pio IX. Desde o início do seu pontificado, com o regresso ao latim, mostrou como era sensível ao magistério de Lefebvre e dos seus sequazes, um dos quais nega o Holocausto – Richard Williamson, agora reabilitado.
É necessário denunciar quem se instalou no Vaticano e acolhe os talibãs da fé romana porque o próximo passo será a concessão do estatuto de prelatura ao inquietante bando dos quatro bispos agora reintegrados na ICAR: os franceses Bernard Fellay, líder da Fraternidade, e Bernard Tissier de Mallerais, o argentino Alfonso de Gallerata e o britânico Richard Williamson.
O dinheiro do Opus Dei foi determinante no apoio ao sindicato Solidariedade da amada Polónia de JP2 e acabou por dominar o Vaticano. Agora é o da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, que prega o catolicismo do Concílio de Trento, e ajudará à glória de Bento 16. São mais 460 padres e milhares de devotos a reconduzir a Igreja à Idade Média.
Quem disse que a modernidade tinha chegado ao Vaticano? A Cúria não tem cura.
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Outras crónicas do autor [aqui]

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Luz - XLI

Fotografias de António Barreto - APPh

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Fábrica têxtil moderna - O têxtil é assim: uma fábrica moderna acaba sempre por parecer antiquada! Esta (INARBEL), em Felgueiras, no Minho, tem marcas próprias que exporta para duas dezenas de países, criou o seu próprio design, adoptou tecnologia moderna, automatiza tudo quanto é possível. Mesmo assim, os produtos que fazem não dispensam as mulheres e múltiplas operações manuais. (2006).
NOTA: estas fotos, juntamente com crónicas diversas do mesmo autor, estão também no seu blogue, Jacarandá

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28.1.09

Isso faz-se ao primo?!

Por Joaquim Letria
O PRIMEIRO MINISTRO TEM AZAR. Quando for para casa vai todo sujo. Antes, foi aquela do curso martelado, com diplomas de domingo e aulas de inglês técnico, mais as habilitações trocadas no Parlamento e as casas de meterem medo ao susto que ele fazia lá na terra.
Agora, inventaram uma de luvas, mas ainda bem que ficou tudo esclarecido, para já, pois vá de dizer que foi o primo, enquanto ao tio, um senhor prestável, nem obrigado disseram.
Ingleses e advogados são tramados! Ainda bem que há “offshores” e segredo bancário, senão ia aí uma cantoria que davam cabo do homem!
Ao que consta, foi o primo que perguntou aos ingleses se não havia uma franqueza para o primo que era ministro, sem este, coitado, nada saber! Então isso faz-se ao primo?!
O que vale é serem uma família unida! Olhem se alguém lhe quisesse mal?!
«24 Horas» de 28 de Janeiro de 2009

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Passatempo-relâmpago (com prémio duplo)

NESTE CONTO fantástico, Ney, Murat e Gomes Freire de Andrade encontram-se, em 1812, em Smolensko, onde uma feiticeira lhes lê a sina - que, como se sabe, não tinha nada de bom...
Pois bem; este passatempo-relâmpago dividir-se-á em duas partes:
Para começar, será premiado, com um exemplar do livro de Pinheiro Chagas, o primeiro leitor que der a resposta certa à pegunta «O que é que o nosso general andava a fazer por aqueles lados?».
2ª parte: depois de um prémio de "saber", aqui vai um de "sorte": «Qual a 1.ª letra da 2.ª palavra do 3.º parágrafo do 4.º capítulo do livro?». O prémio será um outro exemplar da obra. Actualização (14h45m): o passatempo terminou. A 1ª fase foi ganha por Ana e a 2ª por Celso.

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Viver em Portugal

Por Baptista-Bastos
ANDAMOS TODOS ressabiados. Invejamo-nos, desprezamo-nos; se os outros não tiverem defeitos, inventamo-los; deixámos de ser transeuntes, cidadãos: trespassamo-nos com a indiferença, o ressentimento e o ódio.
A notícia da prisão deste ou daquele, banqueiro ou vizinho, amigo ou inimigo, lança no nosso íntimo uma alegria obscena. Não vivemos - existimos no pequeno mundo de obcecações que nos cegam. Que nos aconteceu? Quem nos roubou a humanidade que permite a clarividência e a energia necessárias para suportar a adversidade, a mentira, a infâmia?
Tudo nos conduz e nos empurra para um futuro ainda mais amargo, mais confuso e ambíguo do que este presente. E, no entanto, é preciso perceber que o comportamento individual pode responder às exigências dos grandes compromissos e das grandes fidelidades.
(...)
Texto integral [aqui]

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27.1.09

Públicos

Por Joaquim Letria
DIZEM QUE VÃO TRAZER novos públicos para o Teatro Nacional D. Maria II. Tudo bem, desde que levem também público antigo e não transformem aquele nosso teatro num botequim com música ao vivo nem num estúdio de concursos duvidosos para a TV.
Não falo, naturalmente, da saudade do teatro de Amélia Rey Colaço e Robles Monteiro, mas das recordações presentes, das direcções de Ricardo Pais, Carlos Avilez e até de algumas produções deste último senhor que escorraçaram agora de lá.
Ficaram-me na memória recente “The Water Engine”, do David Mamet, numa encenação prodigiosa da Maria Emília Correia; o João Lagarto no “Começar a Acabar” de Beckett; “A Mais Velha Profissão do Mundo”, de Paula Vogel, com as minhas queridas Lia Gama e Lurdes Norberto, entre outras meninas do meu tempo, tudo gente a quem a Olga Roriz não precisa de ensinar a fechar as pernas em cima dum palco e que não prejudicam a sua carreira se acatarem a recomendação e o fizerem com elegância.
«24 Horas» de 27 de Janeiro de 2009

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Quantas cabalas cabem num metro quadrado?

Por João Miguel Tavares
ACHO NOTÁVEL o tempo que em Portugal se perde a discutir o timing das notícias. Esta coisa do Freeport, estão a ver?, só existe porque estamos em ano de eleições. Apareceu em 2005. Agora aparece em 2009. Estão a ver, não estão? É mais uma cabala. Uma urdidura. Uma "campanha pessoal". É isso que José Sócrates não se tem cansado de pregar, logo secundado pelo ministro Augusto Santos Silva, que após as suas últimas intervenções merece passar a ser tratado pelo cognome de Platónico Augusto, tal é a forma como dia após dia o seu pensamento se vai confundindo com o do mestre.
Pois deixem-me que vos diga: estou-me bem nas tintas para o timing das notícias. Comove-me muito pouco que estejamos em ano de eleições. O que eu quero mesmo saber é se as notícias são verdadeiras ou se são falsas.
(...)
Texto integral [aqui]
NOTA (CMR/JMT): em colaboração com João Miguel Tavares, serão premiados os dois melhores comentários que aqui sejam feitos a esta crónica até às 20h da próxima sexta-feira. Os prémios serão: o livro cuja capa aqui se vê e «Ficções», de Jorge Luís Borges.
Actualização (31 Jan 09/12h): Consultadas três pessoas (entre as quais o autor da crónica), os resultados foram os seguintes: Rui Silva, 3 votos; ART, Tuga Man e Mister P, 1 voto cada um. Pede-se pois, aos quatro que, nas próximas 48h, escrevam para sorumbatico@iol.pt indicando morada. Quanto aos prémios, a sua distribuição será feita assim: Rui Silva dirá se prefere o livro que aqui se vê ou o alternativo. Os outros, receberão o livro que sobra ou o «Ficções». Obrigado a todos!

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Vá pelos seus dedos

Por Nuno Crato
JÁ VERIFICOU se o seu dedo indicador é mais pequeno que o anelar? Se assim for, é provável que o leitor seja uma pessoa mais aventureira e disposta a correr riscos do que se acontecer o contrário. Não acredita? Julga que estamos a ler a sina na palma da mão? Eu também não acreditava, até que reparei num artigo acabado de sair na revista da Academia de Ciências dos Estados Unidos (PNAS). Trata-se uma revista séria e muito bem cotada. E o artigo em questão (doi: 10.1073/pnas.0810907106), assinado por três investigadores de Cambridge, é um modelo de análise estatística, de rigor e de simplicidade.
John M. Coates, assim se chama o líder do estudo, é um cientista que tem estudado a correlação entre essa medida fisiológica, aparentemente banal, e a assertividade, a predisposição para o risco, a aptidão desportiva e outras características humanas. (...)
Texto integral [aqui]
NOTA (CMR): a imagem que aqui se vê, afixada por associação de ideias com o que é dito nesta crónica, é a da capa de um livro (já aqui referido anteriormente) que será o prémio do próximo passatempo-relâmpago. Atenção, pois!

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Passatempo-relâmpago (com prémio)

A LIVRARIA Santiago, onde têm sido adquiridos muitos dos Almanaques Bertrand cujas anedotas têm 'povoado' o blogue Humor Antigo, oferece um exemplar do ano de 1947 ao primeiro leitor que responder correctamente à seguinte pergunta: Em que número (de que ano) é que foi publicada a anedota que aqui se vê?
NOTA: Cada leitor só poderá dar uma resposta, sendo considerado vencedor o que mais se aproximar da resposta certa (visto que só há um exemplar, em caso de empate será premiado o primeiro). O passatempo termina às 20h de hoje; ou antes dessa hora se, entretanto, a resposta certa for dada.
Actualização (10h30m): a anedota foi logo a 2.ª afixada no blogue referido (Humor Antigo). É de 1932, e pode ser vista [aqui]. O prémio vai, pois, ser enviado a Neusa. Obrigado a todos(as)!

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26.1.09

A paz socialista

Por Joaquim Letria
NO OUTRO DIA GOSTEI DE VER Sócrates e Zapatero em Zamora. Recordaram-me os encontros de Salazar e Franco em Ciudad Rodrigo.
Zapatero arrepia-me quando fala de paz e proclama “a coerência do PSOE na ânsia infinita de paz face à violência, garantindo sempre o seu compromisso com a força da razão, nunca do lado da razão da força”.
Enquanto o chefe dos socialistas espanhóis nos comove com estas frases lindas, o ministério da indústria do seu Governo revela o seguinte ao congresso dos deputados: a Espanha exportou 1.551.933 euros de material para as Forças Armadas israelitas, dos quais 1.460.888 euros dizem respeito a aparelhos de imagens de infravermelhos e térmicas, sensores de imagens por radar para localização nocturna de alvos e objectivos.
Zapatero diz gostar da paz mas, afinal, foi ele quem apontou para onde os israelitas haviam de disparar! Olhem se ele não fosse a favor da paz!
Haverá um socialista dos de hoje capaz de não mentir?
«24 Horas» de 26 de Janeiro de 2009

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In memoriam

Por A. M. Galopim de Carvalho
Faleceu no passado Sábado, dia 24 de Janeiro de 2009, aos oitenta e um anos, Fernando Bragança Gil, eborense, Professor Catedrático jubilado, fundador e ex-director do Museu de Ciência da Universidade de Lisboa.
CORRIA O MÊS DE AGOSTO do ano de 1965, estava eu em Évora com um grupo de alunos finalistas de Geologia em trabalhos de cartografia geológica, numa frutuosa colaboração da Faculdade de Ciências de Lisboa com os sempre saudosos Serviços Geológicos de Portugal e a então Junta Distrital de Évora.
A par do nosso trabalho decorria um outro visando a pré-história do Megalítico do concelho, dirigido pelo meu amigo e compadre Henrique Leonor Pina. Como amador que era, o Pina fazia as suas campanhas arqueológicas por conta própria com o suporte da referida Junta Distrital, que assumia o pagamento das jornas da meia dúzia de homens e mulheres que, anos a fio, integraram o seu grupo de trabalho. Trabalhadores rurais, inteligentes e hábeis no terreno, tanto quanto se espera de um aluno universitário em trabalho de estágio, eram alegres e brejeiros no convívio, eles e elas, resistentes ao cansaço, ao sol e ao calor do estio. Numa destas campanhas, o meu conterrâneo e nosso comum amigo, Fernando Bragança Gil, professor catedrático de Física, curioso e amante de todos os saberes e artes, quis acompanhar de perto e, eventualmente, participar numa escavação em curso, na Anta Grande, da Herdade do Zambujeiro, a dez quilómetros da cidade, em Valverde.
(...)
Texto integral [aqui]

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25.1.09

E QUE TAL fazer o print-screen do sitemeter quando ele indicar 700.000 e enviar a imagem para sorumbatico@iol.pt? E, já agora: o 700.007 não merecerá, também, algum "carinho"? Que tal experimentar?
Actualização (inclusão das imagens recebidas): curiosamente, voltou a suceder o aparecimento de 2 print-screens iguais, simultâneos: tratou-se do correspondente ao 700.000, que foi obtido por C. Antunes e "Erion". O 700.007, por sua vez, calhou a "Sobolas". A todos vai ser enviado o habitual prémio.

Questões de clima

Por António Barreto
O CLIMA ESTÁ INSUPORTÁVEL. Não o da chuva e do vento, da neve e do gelo. Para esse, há remédios. Mas o clima espiritual. Moral. Político. Como se lhe queira chamar. A crise financeira, internacional e portuguesa, deixou a nu fragilidades e irregularidades. A crise económica, também internacional e portuguesa, só agora começou e semeia já falências e desemprego, mas sobretudo comportamentos incompreensíveis. A crise institucional, ligada à fraude e à corrupção, associa-se dramaticamente às anteriores. Olha-se em volta, à procura de sinais. De optimismo e esperança, para uns. De castigo e autoridade, para outros. Não se vêem. Ou vêem-se mal. Todos se viram para o último reduto, o da justiça, aquele que nem sequer durante a revolução, por pudor ou receio, foi assaltado ou reformado. A expectativa não é satisfeita. A justiça não é pronta. Não é eficaz. Não parece isenta. Não mostra pertencer ao seu povo. Foge ao escrutínio. A sua autogestão sobrepôs-se à sua independência. O reconforto que deveria oferecer aos cidadãos não vem dali. Não se vive sem castigo ou recompensa, vegeta-se e faz-se pela vida. A qualquer preço.
(...)
Texto integral [aqui]

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Passatempo-relâmpago (com prémio)

EM FINAIS DOS ANOS 90, quando a Internet já estava mais do que espalhada pelo mundo todo, ainda conheci muita gente (mesmo em lugares de topo de empresas - até de engenharia! - e da Administração Pública!) que fugia dessa modernice como o diabo da cruz. E tantas e tão 'tristemente engraçadas' foram as cenas que presenciei, que deram origem a inúmeras crónicas - algumas delas passadas a livros. O que aqui se vê é a capa do primeiro de todos, publicado há 12 anos com o apoio do Mariano Gago que, a certa altura, diz no prefácio: «Se o futuro lhe der razão (oxalá!) o seu livro será, dentro de alguns anos, tão incompreensível como hoje é certeiro».
Pois bem; será enviado um exemplar ao primeiro leitor que responda correctamente à seguinte pergunta: Qual o nome do empresário (de que, ultimamente, muito se tem falado) que disse, um dia destes, numa grande entrevista dada a um semanário: «Eu nem sei enviar e-mails. Pode perguntar à minha secretária. Só sei usar o fax».
NOTA: Este e outros livros estão, em formato PDF, [aqui]. Outras histórias semelhantes podem ler-se [aqui].
Actualização: a resposta certa foi dada às 13h29m.

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O primero protesto

Por Nuno Brederode Santos
MANTENHO O QUE DISSE aos meus amigos aziagos: quem quiser que eu cumpra os lutos tem de deixar que eu faça a festa. E foi assim que passei entre amigos celebrantes a noite da vitória de Obama. Sem esquecer nunca que os interesses que ele irá acautelar são os dos seus, e não os meus. Quando isso se manifestasse, eu logo o notaria. Não me levando a condená-lo, exigir-me-ia pelo menos uma demarcação. Pois é o que aqui faço hoje, formulando o meu primeiro mas veemente protesto. Já vislumbro o gelo na Casa Branca, o embaraço do ministro Luís Amado e o desconforto dos meus vários amigos diplomatas. Mas eu sou a coluna de Sansão. A honradez - e outros valores éticos sortidos - fala mais alto. E também ninguém me cala.
(...)
Texto integral [aqui]

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Entrevista sobre habitação

Por Helena Roseta
Hoje, na TVI, a seguir ao Jornal Nacional (pelas 20h45m), reportagem de Conceição Queiróz, com entrevista sobre habitação.

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24.1.09

«Um facto é a coisa mais obstinada do mundo»

Clicar [aqui]
A PROPÓSITO do caso Freeport, e como não sou dos que acreditam que o DCIAP e a PGR (e, menos ainda, a polícia britânica!!) façam o que têm a fazer ao sabor dos nossos calendários eleitorais, vou tentando perceber o que realmente se passou - e, para isso, esta peça da SIC parece ser um bom ponto de partida.
Já agora: a quem é atribuída a frase que dá o título a este post?

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Passatempo-relâmpago (com prémio)

CONTARAM-ME que, num determinado curso de gestão, a primeira coisa que se aprendia era uma pequena frase com três palavras: «Gerir é Prever». Ultimamente, tenho matutado muito nela pois, sendo verdade que o trabalho dos políticos no poder é gerir a coisa-pública, deviam ser capazes de fazer bem mais do que [tentar...] resolver os problemas depois de eles nos terem caído em cima.
Vem isso a propósito das declarações de Teixeira dos Santos que afirmou ontem que a crise económica e financeira global é «um momento único na história» e que não «há GPS» para esta situação, mas apenas «estrelas» tapadas com «nuvens».
Mas vamos deixar de lado o facto de as iniciais GPS servirem para um trocadilho como «Gerir é Prever, Senhor!» e fazer um passatempo-relâmpago a propósito de um cavalheiro de peso que, se fosse vivo, talvez pudesse dar uma ajudinha em termos de previsão do futuro...
Resumindo e concluindo: quantos gramas pesa o livro cuja capa aqui se vê?
Actualização: v. comentário das 20h42m

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Obama e o Freeport

Por Antunes Ferreira
BARAK HUSSEIN OBAMA foi criticado pelo Hamas. Pelo que disse e fez no que concerne ao Médio Oriente. Recordo que mal se sentara na Casa Branca, o novo Presidente teve de repetir o juramento porque se enganara, ligeiramente embora, no que fizera aquando da investidura. O seu antagonista na corrida eleitoral, John McCain (regressado ao Senado) entrou também logo a matar - «é muito fácil dizer que vai fechar Guantanamo. O difícil é fazê-lo». Falava numa entrevista, tendo-se apressado a dizer que estava na disposição de ajudar Obama. Com amigos ou ajudantes destes…
De Washington, um despacho da AFP de ontem dizia que «(…) ele declarou o fim da guerra contra o terrorismo do antecessor e começou a sanear a reputação dos Estados Unidos no exterior, ao ordenar o fecho da prisão de Guantanamo». Foi o grande destaque da imprensa americana».
(...)
Texto integral [aqui]
NOTA: o texto foi actualizado às 16h50m - ver link indicado.

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É assim que agradecem?!

MUITO SE CRITICOU o Governo por - num esforço para animar as gentes - andar a garantir que estava tudo bem quando já se sabia a crise que aí vinha - fazendo lembrar um episódio curioso, passado na Grécia antiga, e que Plutarco [imagem] conta em «Vidas Paralelas»:
Os atenienses, no seguimento de terem perdido o combate naval de Amorgos, enviaram emissários a Atenas para transmitir a má notícia - o que, imagina-se, deve ter sido feito sem grandes pressas.
Aproveitando essa demora, Estrátocles, um famoso brincalhão, antecipou-se, meteu uma coroa na cabeça, e anunciou ao povo uma pretensa vitória que, durante dois dias, foi muito festejada. Por fim, quando chegou a verdadeira notícia e se gerou em torno dele o tumulto que se imagina, retorquiu, sem se perturbar:
«E que mal é que fez terdes tido dois dias alegres?».

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23.1.09

Antes o deserto

Por Joaquim Letria
MENOS DE ANO E MEIO DEPOIS de terem chegado ao Brasil, mais dum terço dos refugiados palestinos idos do Iraque querem ir-se embora!
Todos perceberam que o Brasil está longe de ser a terra prometida de que lhes tinham falado, com oportunidades de trabalho, bons empregos, sistema de saúde e assistência social. A maioria, no entanto, queixa-se de haver sido abandonada pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), a agência de António Guterres que promoveu a fracassada integração destes refugiados no Brasil.
Os refugiados queixam-se do “ programa da ACNUR ter muita coisa errada”. Eles estão contra a ONU e não contra o Brasil nem o povo brasileiro.
A maior parte destes refugiados está agora a procurar regressar ao campo onde vivia internada no deserto da Jordânia desde 2003, depois de terem fugido à guerra do Iraque. Significativo…
«24 Horas» de 23 de Janeiro de 2009

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Aquilino - Passatempo com prémio

NA MESMA LINHA dos passatempos que aqui se fizeram a propósito de Erico Veríssimo, Eça e Camilo, aqui fica este:
Se tivesse de recomendar um livro de Aquilino Ribeiro a alguém que nunca tivesse lido nada dele, qual escolheria - e porquê?
A Livraria Santiago oferece um exemplar de «Uma Luz ao Longe» e outro de «O Servo de Deus / A Casa Roubada» (Ed. Círculo de Leitores) aos autores das duas melhores respostas que sejam dadas até às 20h da próxima terça-feira, dia 27 Jan 09.
Actualização (28 Jan 09/9h25m): ouvidos os dois elementos do júri, o resultado foi o seguinte: "anjac" e "Alex-HAL" receberam 2 votos e "Tuga_man" recebeu 1 voto. Assim, os dois primeiros vão receber os referidos livros de Aquilino, e o terceiro vai receber um livro-surpresa. Obrigado a todos(as)!

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Férias

Por Maria Filomena Mónica
SUSPEITAVA, mas não tinha a certeza. Agora, sei: ir de férias faz mal à saúde. Do que não estava consciente era de que regressar é pior. Aprendi isto em dois artigos, um deles publicado num jornal britânico e outro num português. A «síndrome dos descanso», como lhe chamam, traduz-se em resfriados, dores de cabeça, febres altas e dores musculares. Depois de ele próprio ter sido vítima, o Prof. Ad Vingerhoets, do Departamento do Psicologia da Universidade de Tilburgo, na Holanda, começou a investigar a doença, tendo reunido uma amostra de 1.800 indivíduos, após o que concluiu que 3% adoecia durante o período anual de repouso. Também a Doutora Anne MacGregor, directora da Clínica de Enxaquecas de Londres, notou que, ao cessarem o trabalho, muitos empregados adoeciam. Por seu lado, a Doutora Sarah Brewer, uma nutricionista, recordou que o remédio consistia na ingestão, antes de férias, de um compósito de vitaminas.
(...)
Texto integral [aqui]

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22.1.09

Super espião em Lisboa

Por Joaquim Letria
PAULO LACERDA, um magistrado que era o chefe da Agência Brasileira de Inteligência, foi afastado dessas funções, julga-se por ter escutado ilegalmente os telefones do Presidente do Supremo Tribunal Federal, e vem para a Embaixada do Brasil em Portugal, como “adido policial”.
Foi o ministro da Defesa de Lula, Nelson Jobim, quem acusou a Abin, a agência de inteligência brasileira, de ter equipamentos de escuta que “extravasavam a sua competência”. O ministro da Justiça brasileiro, Tarso Genro, por seu turno, não hesitou em prever que Paulo Lacerda será absolvido das acusações dos militares.
Ninguém quis esperar por essa decisão. Nos meios políticos de Brasília não se vê Lacerda em Lisboa como um prémio de consolação, nem um modo de acalmar os conflitos internos da Polícia Federal. O ministro diz que Lacerda em Lisboa é uma necessidade. A questão é saber se a necessidade é nossa ou deles…
«24 Horas» de 22 d Janeiro de 2009

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Passatempo-relâmpago (com 2 prémios)

ESTE PASSATEMPO, bem a propósito de uma América racista e esclavagista de tempos não muito distantes, desenrolar-se-á em duas fases.
Primeira: As duas personagens que aqui vemos são centrais numa famosa obra de um autor americano. Quais os nomes - do autor do livro, do jovem e do negro? (O prémio, a atribuir ao 1.º leitor que der a resposta certa completa, é, para já, surpresa): Actualização-1: o leitor Domingos deu as respostas certas. Pede-se-lhe que, nas próximas 48h, escreva para sorumbatico@iol.pt, indicando morada para lhe ser enviado 1 ex. do livro que já se pode ver [aqui].
Segunda: Ao deslocarem-se, de jangada, no Mississipi, os dois companheiros faziam sempre assim: para jusante, iam pelo meio do rio; para montante, iam junto à margem. Sabendo-se que não o faziam por superstição, porque seria? Actualização-2: o leitor "mal_f" deu a resposta certa. Pede-se-lhe o mesmo que ao leitor Domingos.

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Civilização e multiculturalismo

Por C. Barroco Esperança

O ENCONTRO DE CULTURAS é um factor de enriquecimento e a cultura europeia é a síntese do encontro de povos e conhecimentos diversos que fizeram a Europa das Luzes e a Revolução Francesa. Esta cultura exige a tolerância para com todos mas sem a transigência para com tudo.

A antropofagia era um hábito de certas tribos e não estou certo de que devêssemos perpetuar o costume que, ainda há dois séculos, resistia na Polinésia, onde se engordavam mulheres para consumo humano.

Reconheço que não sou entusiasta do hábito de oferecer sacrifícios humanos aos deuses nem admirador dos que, na Páscoa, se fazerem crucificar nas Filipinas.

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Luz - XL

Fotografias de António Barreto - APPh
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Fábrica têxtil - Esta fábrica é das antigas, das que vieram com a EFTA, há quarenta anos, na mira de salários baixos. (2005).

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21.1.09

Esperança

Por Joaquim Letria
ACORDÁMOS COM UM NOVO PRESIDENTE da América. Não bato ainda palmas, pois nestas coisas é melhor esperar. Não me esqueço do “jovem e saudoso” Kennedy, que começou os bombardeamentos às populações civis do Vietnam do Norte, mandou invadir a Baía dos Porcos e pôs o mundo à beira da guerra nuclear. Por estas e por outras, agora fico à espera, embora curvando-me com respeito perante o facto histórico daquela grande nação ter elegido o primeiro negro para seu presidente.
Com o afastamento de W. Bush, todo o mundo respira melhor, embora ainda humilhado por Osama Bin Laden, cuja família saudita empregou os Bush e amigos durante anos. Depois de jurarem apanhar o homem “dead or alive”, como os cowboys, não foram capazes de melhor do que matar mais umas centenas de milhar de inocentes, entre os quais cerca de 5 mil dos seus próprios filhos, e deixar o mundo mergulhado na pior crise de que há memória.
Obama é esperança. Por enquanto, nada mais.
«24 Horas» de 21 de Janeiro de 2009

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'Wishful thinking'

A PROPÓSITO da eleição de Obama, alguns blogues (entre os quais se destaca o Blasfémias) estão cheios de posts a garantir que os apoiantes do novo presidente vão ver muitas (ou a maior parte) das suas expectativas frustradas.
E isso faz-me lembrar o que, em tempos (decerto antes da invasão da Baía dos Porcos...), respondeu Fidel Castro quando lhe pediram a sua opinião acerca de Kennedy (cito de memória):
«É capaz de ser uma excelente pessoa, mas sucede que é o presidente dos EUA…»
Evidentemente, também o actual não fará muito daquilo que os seus apoiantes gostariam que fizesse. Porventura, ele mesmo se sentirá, e não poucas vezes, frustrado. Mas a verdade é que (e neste caso, mais do que em qualquer outro) a função condiciona a pessoa, amiúde se sobrepondo à sua vontade.

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Discursos ocos, ouvidos moucos

Por Baptista-Bastos
NA SEMANA QUE PASSOU eles estiveram em congressos, conclaves, magnos encontros. Que nos revelaram? Só estiveram a falar, não disseram rigorosamente nada. Sócrates, Manuela Ferreira Leite, Paulo Portas, em defesa e ilustração de um "sistema" que tem limitado a influência da política na vida das pessoas, estão absolutamente ausentes das numerosas dimensões da realidade.
Ouvimo-los com a complacência e o desgosto de quem deixou de acreditar no poder da palavra. E, também, com a sensação de que as construções teóricas deles obedecem a um pequeno teatro mimético. Quando Manuela Ferreira Leite acusa Sócrates de "ser o coveiro da pátria" estamos perante uma forma intrinsecamente instável de politicar. Quando Paulo Portas declama que não fará alianças com ninguém; e quando José Sócrates se recomenda como o principal fautor do "equilíbrio" português - todas estas afirmações são manifestações de fragilidade, degradadas e degradantes.
A base, digamos empírica, dos pressupostos contidos nestes discursos está irremediavelmente ultrapassada. O afastamento das pessoas da política e do acto cívico resulta do facto de os dirigentes não se distinguirem uns dos outros - a não ser no modo de vestir.
(...)
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20.1.09

Burros a pão-de-ló

Por Joaquim Letria
A GEBALIS EXIGE A RESTITUIÇÃO de mais de 6 milhões de euros malbaratados por gestores daquela empresa municipal denunciados no âmbito da investigação de Maria José Morgado à Câmara Municipal de Lisboa.
Os 6 milhões foram gastos, segundo a Imprensa, em almoços e jantares e em viagens de luxo. Um dos artistas, Mário Peças, próximo do PS, gastou mais de 8 mil contos em restaurantes de luxo em Portugal e no estrangeiro, onde não se percebe muito bem para que foi, tudo pago com o cartão de crédito da empresa, incluindo acompanhantes.
Outro, que fora braço direito de Marques Mendes, possivelmente fatigado de voar baixinho, fez voos à grande e à francesa.
Por estas e por outras é que vou pouco a restaurantes caros. Quando vejo ministros, secretários de Estado, juízes, deputados, assessores e gestores públicos fico a fazer contas a quanto me está aquilo a sair. E chego sempre à conclusão que mais vale alimentar burros a pão-de-ló.
«24 Horas» de 20 de Janeiro de 09

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Golpe de Estádio? - Passatempo com prémio

ACABA DE SER ANUNCIADA a intenção de Portugal se candidatar, juntamente com Espanha, à organização do Mundial de Futebol de 2018, um bom pretexto para a realização de mais um passatempo conjunto DE RERUM NATURA/Sorumbático:
Como já se percebeu, trata-se de premiar, com um exemplar do livro cuja capa aqui se vê, o melhor comentário que venha a ser feito a esse assunto até às 17h de amanhã, dia 21 Jan 09.
Embora os comentários possam ser feitos em ambos os blogues, para efeitos de "candidatura" ao prémio deverão ser afixados no DRN - [
aqui].
Sugestão de leitura (dado que foi o que esteve na origem deste passatempo): «Outro Golpe de Estádio», de Carlos Fiolhais [aqui].
Actualização (21 Jan 09/20h): o passatempo terminou e os prémios já foram atribuídos.

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Retrato da educação

Por Alice Vieira
Público: Esta é a segunda greve de professores, este ano lectivo. Em que é que estas acções influenciam a qualidade da escola pública?
AV: Os professores têm um calão muito próprio e gostava que um professor e a senhora ministra da Educação se sentassem e me explicassem o que é que é a avaliação? O que é que os professores têm que fazer? Para eu perceber! Os professores dizem que têm muitas fichas para preencher. Que tipo de fichas? O que é que a ministra quer fazer com aquilo?
Público: Sente que a opinião pública tem as mesmas dificuldades em compreender o que se passa?
(...)
Texto integral [aqui]
NOTA (CMR/AV): dado que esta entrevista está a ser divulgada em vários blogues (embora, em certos casos - como sucede no «Da Literatura» -, apenas tenham sido afixados excertos), decidiu-se premiar, com o livro cuja capa aqui se vê, o autor do melhor comentário que venha a ser feito, aqui, até às 20h do próximo domingo.
Actualização (26 Jan 09/10h50m): de acordo com a opinião dos dois elementos do júri, foi decidido atribuir o 1.º prémio a João e o 2.º a 'Fartinho da Silva'. Assim, pede-se a ambos que, nas próximas 48h, indiquem as moradas para sorumbatico@iol.pt. João receberá o livro indicado, e 'F. S.' receberá um outro, surpresa. Obrigado a todos!

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Curtas-letragens - “Good luck, mister Gorki!”

Por Miguel Viqueira
CIRCULA POR AÍ esta história mas desconheço se chegou a ser escrita, e por quem. Como sempre a achei fascinante, quero assentar aqui o seu registo, para (boa) memória futura...
Concluído o histórico passeio lunar naquela noite mágica para a Humanidade, Neil Armstrong voltava para o módulo da Apolo XI seguindo Aldrin, e ao subir a escada, consciente ou não de que o micro continuava aberto, proferiu a frase mais misteriosa dos seguintes quarenta anos: “Good luck, mister Gorki!”. Em Houston foi primeiro o desconcerto, depois o pânico: quem demónios era esse tal Gorki, e, sobretudo, que ligações poderia ter com Armstrong, com a Nasa e em última análise com a segurança dos USA? O que estava afinal em jogo aqui? Seria o mais recente e maior herói do mundo um espião a soldo de Moscovo? Imaginem o que se terá passado com Armstrong logo após a apertada quarentena a que os três astronautas foram submetidos no regresso...
(...)
Texto integral [aqui]

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«Acontece...» - Passatempo com prémio

Por Carlos Pinto Coelho

Foto de reportagem num mercado de arte do Rio de Janeiro.
Escreva o que ela lhe sugere.
Como habitualmente, o autor do melhor texto (a publicar em comentário até às 20h da próxima sexta-feira, dia 23), será premiado com um livro.
NOTA: Esta fotografia, como todas as outras aqui afixadas com o título genérico «ACONTECE...», é da autoria de CPC.
Actualização (24 Jan 09/12h05m): a vencedora é Cristina, a quem se pede que, nas próximas 48h, contacte sorumbatico@iol.pt.
O júri considerou também premiar Alex HAL, mas não conseguiu perceber a razão das aspas na palavra povo. Usam-se aspas para atribuir a uma palavra um significado diferente do que ela tem na realidade. Qual o novo significado que Alex HAL quis dar a povo, para o meter entre aspas? Não se percebeu, e por isso não se atribuíu prémio.

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Mosquitos pitagóricos

Por Nuno Crato
ANTES DE SE TER contacto alargado com outras culturas, tem-se a tendência a imaginar que tudo se passa mais ou menos como o que conhecemos. Julga-se que todos deverão gostar de morcela e que não há cidade mais acolhedora que a nossa. Mas quando se começa a experimentar sushi e se lê Coetze, percebe-se que há maneiras diferentes de estar no mundo.
Uma das louváveis redescobertas do século XX foi a da variedade de culturas, de critérios e de crenças. Muitos pensadores ocidentais perceberam que era necessária e proveitosa uma abertura à diferença. Em arte pensou-se da mesma maneira. Inventaram-se outras maneiras de pintar e criaram-se músicas que antigamente seriam consideradas ruído. Verificou-se que os critérios estéticos variam com a cultura e a educação.
(...)
Texto integral [aqui]

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19.1.09

Piores e vacinados

Por Joaquim Letria
PREVENIR AS PORTUGUESAS contra o papiloma humano custa 31 milhões de euros, o que é bem gasto se pensarmos que 300 mil mulheres sofrem do cancro no colo do útero.
O problema é a nossa maneira de fazer as coisas. Depois de comprar a primeira dose é que o Ministério da Saúde pediu preços a outros laboratórios, ameaçando mudar para o mais barato. A economia é boa. A mudança pode ser perigosa.
A vacina, inteira, é de três doses, mas não deve ser uma daqui e outra dali, com princípios activos diferentes, dizem os médicos.
Eu desconfio das vacinas que nos dão. Ainda têm em armazém a da gripe das aves que compraram aos milhões ao amigo Rumsfeld, mais a da gripe normal com que andaram a assustar os velhinhos. Mas um conhecido meu há um ano que começou a levar a vacina contra o tétano e ainda não acabou, por não haver as duas doses que lhe faltam.
Qualquer dia ficamos piores: vendem-nos “cocktails” de vacinas. Ou vacinam-nos em prestações suaves…
«24 Horas» de 19 de Janeiro de 09

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A camisola verde

Por Alice Vieira
NÃO SOU mulher de superstições.
Sempre convivi bem numa mesa de 13 pessoas, não me afligem os gatos pretos, não me ralo se estiverem a ler o (meu) jornal por cima do (meu) ombro, não me preocupo se abrirem chapéus de chuva dentro de casa, não acredito que uma carteira pousada no chão afaste o dinheiro, e se não gosto de cabides em cima da cama é apenas por uma questão de arrumação.
Mas, desde há muitos anos, que não transijo num pormenor: nunca me visto de verde.
(...)
Texto integral [aqui]
*
Passatempo-relâmpago (CMR): por brincadeira, e com o acordo da A.V., o livrito cuja capa aqui se vê será enviado ao 1.º que responda correctamente à pergunta que seguidamente se formula mas - atenção! - num momento tal que a soma dos 4 algarismos da hora (h+h+m+m) dê 13: «Como era conhecido o indivíduo que roubou a carteira ao autor da crónica "A minha sexta-feira 13", em tempos publicada neste blogue?». Actualização: o passatempo terminou às 17h41m. Além de a hora satisfazer o exigido, a resposta, como se pode ver [aqui], está correcta.

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Furtar

Por João Paulo Guerra
Há 28 detidos por corrupção e peculato nas cadeias portuguesas
SÓ FALTAM, POIS, 4.999.972 presos para completar o meio país que anda a enganar ou mesmo a roubar outro meio. Falando sério. Os portugueses pactuam com a corrupção, como concluíram os autores de um livro recentemente publicado, e a vista grossa dos poderes à alta criminalidade económica assume foros de completa indecência.
Um dos casos mais chocantes em matéria de combate à corrupção foi a reviravolta que as propostas do ex-deputado João Cravinho levaram até se tornarem num pacote de inocuidades, sem efeito prático. Tive oportunidade de escrever sobre o assunto uma reportagem que deu manchete no Diário Económico. Todos os especialistas que ouvi depositavam confiança na iniciativa legislativa de Cravinho. Mas a iniciativa morreu e a prevenção e combate à corrupção ficou a zeros.
(...)
Texto integral [aqui]
Passatempo com prémio (CMR): Em colaboração com J. P. Guerra, será premiado o autor do melhor comentário feito a esta crónica até às 2oh do próximo dia 22, quinta-feira; v. comentário-1.
Actualização (23 Jan 09/12h30m): ouvida a opinião do júri (que, desta vez, incluiu o autor da crónica), foi decidido premiar Pagamico, Mg (primeiros, ex-aequo) e Alex-HAL. Pede-se-lhes, pois, que nas próximas 48h escrevam para sorumbatico@iol.pt indicando morada para envio dos livros. Obrigado a todos!

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Sopas de pão

Por A. M. Galopim de Carvalho
INICIALMENTE USADA para referir o pedaço de pão migado e embebido no caldo, a palavra sopa, com origem no germânico suppa, chegou-nos através do francês soupe.
Fazer sopas de pão, deve ter começado por ser um acto de elementar economia. Foi um modo de aproveitar o pão duro, onde já se não metia o dente. Só molhado! Daí à prática corrente de avolumar com pão os magros cozinhados, foi um nunca mais acabar de experiências, em que as mais bem sucedidas estão hoje à nossa mesa e na de alguns restaurantes que descobriram o seu grande interesse gastronómico, face a uma clientela crescente em procura deste e de outros tipos de bens culturais.
(...)
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18.1.09

Os melhores do mundo. E os piores.

Por António Barreto
CRISTIANO RONALDO foi considerado, pela FIFA, o melhor jogador de futebol do mundo no ano de 2008. O título segue-se a vários outros de importância e prestígio crescente. O homem tem talento. É reconhecido. Talvez tenha mesmo génio a fazer o que faz. Muito bem. Entre os portugueses, Eusébio e Luís Figo tinham alcançado êxitos semelhantes. São homens de excepção e jogadores extraordinários. Mesmo quem não goste ou não frequente os desafios de futebol rende-se facilmente perante a chispa, o engenho e o merecimento daquele futebolista. E de seus dois pares. Numa altura em que centenas de jogadores de futebol portugueses, naquela que é uma verdadeira nova indústria de “nicho”, se exibem nos estádios de todos os países europeus, um deles chegou ao cume. Sendo o futebol o que é, muitos foram os que jubilaram com este triunfo. É natural.
(...)
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FOI ACTUALIZADO o blogue Humor Antigo. Em breve, e quando terminar a afixação correspondente ao ano de 1929, haverá um passatempo em que será sorteado um exemplar do Almanaque Bertrand de 1947, oferecido pela Livraria Santiago - onde, por sinal, muitos destes livros têm sido adquiridos.

América, América

Por Nuno Brederode Santos
NÃO SEI SE O REMORSO curva a espinha e ensombra o gesto. Nem sei o que pesou mais nos últimos dias de George W. Bush. Se a memória de como planeou vingar-se do pai, parecendo querer vingar o pai; se o intuito de refazer a apagada e vil imagem que a primeira metade da vida lhe traçou; se a pulsão da epopeia, às vozes e tambores dos evangélicos; se o ter-se deslumbrado com a simples e prática cupidez de Dick Cheeney. Estes são os condimentos principais que, num filme subestimado mas interessante, Oliver Stone nos propõe para doseamento su misura. Eu não tento o meu. E não excluo uma abordagem mais singela: o que verga Bush são as sondagens de aceitação popular, nesse momento sem remédio que é a passagem aos arquivos da história americana.
(...)
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17.1.09

Corrupção em tempo de crise

Por Helena Roseta
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EM JULHO DO ANO PASSADO entrou em vigor o novo Código dos Contratos Públicos (CCP), que transpôs para Portugal directivas de 2004. O Código levou anos a ser preparado e foi amplamente debatido. É um texto complexo com regras comunitárias e regras específicas para o contexto nacional, entre as quais os limites abaixo dos quais se pode adjudicar encomenda pública por ajuste directo. Genericamente, esses limites são de 150.000€ para obras públicas e 75.000€ para serviços. Todas as entidades públicas estão obrigadas a cumpri-los, embora com algumas excepções para determinado tipo de serviços e para certas entidades, nomeadamente o Banco de Portugal e entidades públicas ou privadas que visem satisfazer “necessidades de interesse geral”, que podem fazer ajustes directos até limites mais elevados. Para obras acima de 5.150.000€, é obrigatório publicar o anúncio do concurso no Jornal Oficial da União Europeia.
(...)
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PELOS VISTOS, o erro de ortografia que ainda ostentam alguns cartazes da BP tem vindo a ser corrigido - a foto da esquerda foi aqui afixada há dias, e a da direita foi tirada ontem.
Dir-se-á que mais vale tarde do que nunca, mas o B-A-BA da Qualidade também diz que se deve tentar fazer bem à primeira - e este era um caso em que tal teria sido, mais do que fácil, obrigatório; pois quanto pode custar este género de erros em termos da imagem das empresas? E, mesmo só em dinheiro, qual o custo das correcções subsequentes?
*
Conheci, em tempos, um 'técnico' que achava que o importante era fazer as coisas - bem ou mal, isso não o preocupava muito nem pouco. Se ficassem logo bem, óptimo. Se não ficassem... "corrige-se, que é para isso que eu cá estou!" - dizia ele. De facto, era muito bom a resolver os problemas que ele próprio criava - como disse, em tempos, uma empresa internacional de consultoria a propósito dos gestores portugueses.

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Semana de papo cheio

Por Antunes Ferreira
SE QUISEREM UMA SEMANA cheia, nem é preciso pedir. Esta que hoje termina ficou a transbordar. De papinho inchado. Repleta de acontecimentos a todos os níveis, como quase todos os sete dias seguidos que em número de quatro ou cinco resultam num mês. Mas, repito, esta tem que se lhe diga. Se torcem o nariz ou franzem o cenho ao enunciado, passo a explicar, dando de barato que não é preciso fazer qualquer boneco.
Para os que gostam do futebol – foi um fartote. Creio que, neste particular, não haverá grandes discordâncias. À cabeça, naturalmente, a proclamação na Ópera de Zurique (onde a FIFA e o senhor Blatter se haviam de ter lembrado de organizar a gala…) do melhor futebolista do Mundo no ano de 2008. E o prémio foi, como diria qualquer apresentador dos Óscares, para o solista Cristiano Ronaldo.
(...)
Texto integral [aqui]; blogue do autor [aqui]

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16.1.09

ESTA FOTOGRAFIA, tirada ontem, mostra dois carros a serem multados por um motivo muito especial! Alguém adivinha qual é?
A resposta vai poder ser vista [aqui], mas só a partir das 12h00m de sábado, dia 17.
Já agora, e apenas por brincadeira: como, além da multa, os carros ainda se arriscavam a ser rebocados, o livrito que se vê [aqui] será oferecido ao primeiro leitor que der a resposta certa - se, evidentemente, o fizer antes da hora da "revelação do mistério".
Actualização (17 Jan 09/13h40m): o passatempo terminou com a resposta - certa - dada às 11h42m.
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Pode perguntar-se, agora:
Numa zona onde há tanta falta de estacionamento, tem algum jeito haver 2-lugares-2 (!!) destinados a veículos eléctricos que, pura e simplesmente, nem sequer existem? Se é apenas para propaganda, bastaria um cartaz a dizer qualquer coisa como «Aqui ficará um posto de carregamento para os futuros carros eléctricos»; e se é para os Segways da P. Municipal, há que ter em conta que eles só circulam nos passeios. Bem... a menos que seja para «caça à multa». Nesse caso, estará "muito bem", pois ainda agora lá estavam (como sempre, aliás) carros a ocupar os lugares - e até outros, em 2ª fila!

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